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POLÍTICA

Artista da comunidade Rio dos Peixes expõe obras no saguão da ALMT

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 O saguão de entrada da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) está recebendo, de hoje (25) até quarta-feira (27), as obras do artista plástico Edinelson dos Santos Oliveira. Ao todo são oito telas expostas baseadas na fauna brasileira e, quadros religiosos para o público.

“Essa exposição na Assembleia significa muito para mim, pois trata-se de um local onde tem grande fluxo de pessoas que visitam ou passam por aqui. Essas telas são focadas no socorro dos animais, e o resultado têm agradado as pessoas. Entendo que, na Assembleia tem muitas pessoas que lutam a favor dos animais, acredito que estou num local importante para divulgar meu trabalho”, disse o artista.

Na opinião da superintendente do Instituto Memória da Assembleia Legislativa, Mara Visnadi, a exposição significa muito para a Casa, pois ajuda os artistas a divulgarem seus trabalhos.

“Hoje temos a exposição do artista plástico Edinelson dos Santos, da comunidade Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. É uma oportunidade que a Assembleia oferece para o artista, assim como para todos os artesãos em geral, abrindo espaço com divulgação dos meios de comunicação da Casa. Devido ao alto fluxo de pessoas que passam pelo Poder Legislativo, proporciona uma melhor divulgação desses trabalhos com o público conhecendo suas obras”, falou Mara.

O artista trabalha há 27 anos com quadros, e a iniciativa dessa exposição se deu por causa da extinção dos animais. “Foquei nesse aspecto porque vários animais e aves fazem parte da relação de extintos na região de Cuiabá. As araras, onças, tucanos, e demais bichos, estão cada vez mais escassos. Minhas obras são focadas neste tema e tenho bom retorno com as vendas”, apontou ele.

Edinelson dos Santos explicou que durante os três dias de exposição vai pintar um quadro tendo a capivara como tema. Animal que, aos poucos, vem sofrendo com as queimadas e falta de alimentos na natureza.

“Me preocupa muito a situação desse animal, por isso vou pintar esse quadro. Dependendo da obra, demoro cerca de até quatro horas com pensamento focado nela. Também trabalho com quadros cristãos e faço exposição em vários locais de Cuiabá”, afirmou ele.

Logo no início da exposição, o artista vendeu sua primeira obra. A servidora da Casa, Carine Cepil, gostou da tela e imediatamente comprou-a. “Meu interesse pela obra se deu pelo fato de ser cristã e me interessei à primeira vista. Tenho muita confiança em Deus e o quadro mostra isso. Esta semana estava pedindo para Deus várias confirmações através de pessoas na minha vida para aprovar o que tenho feito. Conversava com um amigo quando virei e me deparei com essa linda obra mostrando justamente a posição em que Jesus Cristo estava nas águas. Quando vi me emocionei e comprei o quadro”, explicou Cepil.

O artista começou a dar os primeiros passos na pintura, ainda no Pará. Natural do município de Santarém, Edinelson falou que a região onde morava tem tradição no artesanato e possui muitos animais. O artista é um dos quatro filhos de dona Maria Lúcia Oliveira. É casado com Natalina Maria Conceição Oliveira, tem três filhos e mora na comunidade de Rio dos Peixes, há seis anos.

Interessados nos quadros de Edinelson dos Santos pode procurar o artista no saguão de entrada da Assembleia Legislativa, ou então, pelo telefone (65) 99231-5487. 


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: imprensa1al@gmail.com


Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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