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POLÍCIA

Operação tem foco no isolamento de líderes criminosos para evitar que continuem ordenando crimes 

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Dois alvos da Operação Recovery Ultimato, deflagrada pela Delegacia da Polícia Civil de Sorriso, na última quinta-feira, foram remanejados por ordem judicial para o isolamento no regime disciplinar diferenciado na unidade prisional onde estão custodiados. 

A medida, que atinge também outros dois investigados por integrar organização criminosa, foi determinada pelo juízo da Vara Criminal contra o Crime Organizado da Comarca de Sinop após a Polícia Civil apontar que, mesmo presos em unidades da região metropolitana de Cuiabá, os líderes criminosos continuavam com acesso a telefones celulares e ordenando a execução de diversos crimes aos comparsas nas ruas. 

O regime disciplinar determina o isolamento dos criminosos em celas individuais. 

Um dos alvos da Operação Recoverry Ultimato e também da decisão que determina o isolamento prisional é Robson Júnior Jardim dos Santos, conhecido como ‘sicredi’. Ele foi investigado nas fases anteriores da Operação Recovery por ordenar a execução de homicídios e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região de Sorriso. Mesmo detido em unidade prisional do Rio de Janeiro, onde foi preso a primeira vez por decisão da justiça de Mato Grosso e depois transferido para cá, Robson continuou exercendo a liderança no tráfico de drogas e determinando a comparsas a execução do tráfico e de outros diversos crimes graves, como homicídios e torturas na região centro-norte de Mato Grosso. 

Recovery Ultimato 

A operação foi deflagrada para cumprimento de 90 ordens de prisões preventivas em 13 cidades de Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pará e Distrito Federal. Os alvos são criminosos investigados por integrar organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas.

As ordens judiciais foram decretadas pela Vara Especializada contra o Crime Organizado da Comarca de Sinop. 

Apenas em Sorriso, a Polícia Civil cumpriu 25 prisões. Um dos alvos, Paulo Henrique Alves dos Santos, de 25 anos, reagiu, portando um revólver, contra as equipes policiais e foi ferido. O Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado para o socorro e constatou o óbito do suspeito. A Politec-MT realizou os levantamentos periciais no local e co por encaminhado para necropsia. 

Durante os cumprimentos das prisões foram apreendidas tres armas de fogo e entorpecentes como maconha e skunk. 

Combate a organizações criminosas

A Operação Recovery Ultimato integra o planejamento estadual da Polícia Civil na desarticulação de organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas como meio de financiar outras ações delituosas graves, como homicídios, a exemplo de investigações recentes como as que deram origem às Operações Follow the Money, Gravatas e Apito Final. 

“A operação tem esse foco no combate ao tráfico e associação criminosa e isolamento das lideranças, que tem como resultado indireto a redução de homicídios. A investigação identificou 90 alvos e tivemos um resultado bastante expressivo no cumprimento dessas prisões, que tem como objetivo maior proporcionar sensação de segurança à nossa população”, apontou o delegado responsável pela investigação, Bruno França Ferreira. 

A Operação Recovery Ultimato contou com emprego de efetivo de 200 policiais civis das Delegacias Regionais de Tangará da Serra, Guarantã do Norte, Alta Floresta, Nova Mutum, Rondonópolis, Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Juína, Água Boa e Cuiabá e Gerência de Operações Especiais; apoio investigativo da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Diretorias de Atividades Especiais e de Inteligência.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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