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MATO GROSSO

Ação integrada apreende 72 tabletes de pasta base de cocaína avaliados em R$ 1,3 milhão

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Ação integrada em Pontes e Lacerda (440 km distante de Cuiabá) resultou na apreensão de 72 tabletes de substância análoga a pasta base de cocaína, na noite desta segunda-feira (17.07). A ação ocorreu no âmbito da operação Hórus/Vigia, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), com a Força Tática, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal e Força Nacional.

Os policiais receberam denúncias de que uma caminhonete Hilux, de cor prata, estaria transportando grande quantia de entorpecente na cidade de Pontes e Lacerda. Diante das informações, as equipes saíram em diligência e visualizaram um veículo com as mesmas características, parado em um terreno baldio.

Ao avistar a aproximação dos policiais, o motorista fugiu. O suspeito não foi localizado, mas os agentes encontraram, no local, três sacos grandes com 72 tabletes de substância análoga à pasta base de cocaína. A droga, avaliada em R$ 1,3 milhão, foi recolhida e encaminhada à Delegacia da Polícia Federal. As buscas continuam para localizar o suspeito.

Esta é a segunda apreensão de entorpecentes na região de fronteira em menos de 24 horas. Também na manhã de segunda-feira, no município de Sapezal (480 km distante de Cuiabá), foram apreendidos 870 quilos de pasta base e cloridrato de cocaína e duas caminhonetes. Um “batedor” e o comparsa foram presos em flagrante. Somada, as duas ocorrências totalizam mais de R$ 20 milhões de prejuízo ao tráfico internacional de drogas.

Fiscalização na fronteira

O Gefron atua diretamente na faixa de fronteira com cobertura em 28 municípios de Mato Grosso e desde 2019 desenvolve a operação Hórus/Vigia. A base operacional da unidade está localizada em Porto Esperidião (distante 323 km de Cuiabá), enquanto a base de Inteligência e o canil ficam em Cáceres. Já a sede funciona na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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