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Agronegócio

Alerta: Minas Gerais registrou 81 casos de raiva animal. Uma produtor rural morreu

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O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) registrou 81 casos de raiva em animais em Minas Gerais desde janeiro deste ano. Por conta disso o IMA está alertando os criadores de bovinos e equinos para a necessidade de vacinação para combater a doença. A vacinação é crucial para proteger os animais e reduzir o risco de transmissão para humanos.

Um produtor rural de 60 anos, da cidade de Mantena, no Leste de Minas, morreu após ter contato com um bezerro infectado por raiva, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado (SES-MG).

Os especialistas recomendam evitar o contato com animais suspeitos ou com morcegos, já que a raiva pode levar à morte rapidamente em humanos e causar sofrimento nos animais infectados.

O IMA orienta os produtores a informarem sobre mordidas em animais para verificação sanitária. Os sintomas da raiva nos herbívoros incluem isolamento do rebanho, dificuldade para engolir, tremores musculares, perda de peso e salivação excessiva.

Além disso, o IMA está promovendo palestras para conscientizar a população sobre a raiva. Jomar Zatti, do IMA, apresentou um estudo no Simpósio de 120 anos do Instituto Pasteur, destacando a importância de evitar o contato com morcegos, principais transmissores da doença.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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