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MATO GROSSO

Aplicativo possibilita autoconhecimento e segurança digital aos jovens

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A pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a organização não-governamental New School incluiu em seu aplicativo mais duas trilhas educacionais, uma sobre segurança digital e a outra sobre autoconhecimento por meio da comunicação não-violenta. O projeto, denominado “Protagonismo Juvenil”, foi desenvolvido com recursos na ordem de R$ 250 mil destinados pelo Banco de Projetos e Entidades do Ministério Público (Bapre). 

O aplicativo é gratuito (baixe aqui). Ao acessar, além de adquirir conhecimento, o usuário acumula “nozes” (pontos) e ainda pode ganhar prêmios. Em Chapada dos Guimarães e região, local em que o projeto foi executado, 25 mil jovens já foram impactados. 

Segundo o promotor de Justiça Leandro Volochko, a iniciativa foi desenvolvida com os alunos das escolas Coronel Rafael Siqueira e Ana Tereza Albernaz. O aplicativo da New School trabalha a Base Nacional Curricular da Favela (BNCF) que, por sua vez, é um recorte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Com uma linguagem acessível e partindo da realidade dos jovens do município, o projeto trabalhou também a autoestima dos alunos, despertando em cada participante o potencial de se tornar protagonista da sua jornada. 

“Por meio do conteúdo produzido, os jovens foram estimulados a promover reflexões para mudança de comportamentos e hábitos, tornando-os seres questionadores, para que possam cada vez mais serem responsáveis por suas escolhas e seu destino. Trabalhamos fortemente a comunicação não-violenta para solução de conflitos”, ressaltou o promotor de Justiça.

Segundo ele, durante o projeto a equipe da ONG realizou visitas às escolas em Chapada dos Guimarães e as entregas foram materializadas com a apresentação de audiovisuais. Os vídeos foram produzidos pela New School com a participação dos alunos, que foram os atores. 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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queiroz

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