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Agronegócio

Aprosoja faz balanço pessimista da próxima safra nacional de soja

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A Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil) anunciou oficialmente uma estimativa de 135 milhões de toneladas para a safra de soja 2023/24, após coletar dados de 15 estados.

Essa projeção difere significativamente das previsões anteriores de instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior, sendo consideravelmente menor. O 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em janeiro, por exemplo, projetou a temporada atual em 155,2 milhões de toneladas.

A Aprosoja Brasil baseou sua estimativa nos desafios enfrentados pelos estados do Centro-Oeste, destacando o estresse hídrico e o excesso de chuvas que prejudicaram a colheita e causaram prejuízos aos produtores.

Relatos de produtores no sul do país, especialmente no Paraná, indicam problemas causados pelo excesso de chuvas no início do plantio e agora pela falta de chuva durante a fase reprodutiva da soja, impactando a produtividade das lavouras. Diante dessa instabilidade climática, a Aprosoja Brasil projeta números ainda mais baixos, caso as condições meteorológicas não melhorem.

Os diretores da Aprosoja Brasil destacam que a divulgação no mercado de dados que não refletem a realidade tem causado uma tendência de baixa nos preços, o que, somado à redução de produtividade, resulta em prejuízos para os sojicultores e regiões produtoras.

Diante desse cenário, a entidade recomenda aos produtores extrema cautela e a readequação dos negócios diante da dura realidade enfrentada. Além disso, solicita aos parceiros comerciais que financiam a safra que demonstrem compreensão diante da eventual capacidade dos produtores de honrar todos os compromissos programados.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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