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POLÍTICA

Barranco participa da entrega de 187 títulos rurais em Mirassol D´Oeste e Comodoro

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Na última semana, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) esteve presente em duas cerimônias de grande importância para a agricultura familiar de Mato Grosso, ao lado do superintendente do Incra, Joel Machado. Juntas, as cerimônias marcaram a entrega de 187 títulos de terra para agricultores dos assentamentos Margarida Alves, em Mirassol D´Oeste, e Colônia dos Mineiros, em Comodoro. A entrega desses documentos, que garantem a titularidade das terras, representa uma conquista histórica, pois as duas áreas estavam há quase 30 anos aguardando a regularização fundiária.

Em Mirassol D´Oeste, a cerimônia foi realizada no Assentamento Margarida Alves, onde foram entregues 117 títulos para 147 famílias que vivem no local. Já em Comodoro, 70 títulos foram entregues aos moradores da Colônia dos Mineiros, beneficiando um grande número de famílias da região. A titulação das terras era uma reivindicação antiga, que agora é atendida, proporcionando mais segurança jurídica para os assentados.

Durante as cerimônias, o deputado Barranco fez questão de destacar o papel fundamental do Incra e do governo estadual na realização dessa importante ação. “Hoje, essas famílias podem comemorar uma vitória de décadas de luta. Depois de muito tempo de espera, eles agora têm a garantia de que as terras que cultivam são, de fato, suas. A titulação é o reconhecimento do esforço diário dessas pessoas e, mais do que isso, é o passo necessário para o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável no campo”, afirmou.

O superintendente do Incra, Joel Machado, também falou sobre a relevância da entrega dos títulos e a importância da regularização fundiária para os trabalhadores rurais. “Hoje estamos realizando um sonho para muitas famílias. Não se trata apenas da entrega de um documento, mas de um direito conquistado ao longo dos anos. O título é uma base para que essas famílias possam viver com mais dignidade, segurança e confiança no futuro “, declarou.

A presença de autoridades locais, líderes comunitários e representantes dos trabalhadores rurais foi marcante nas cerimônias. A entrega dos títulos foi celebrada como uma verdadeira vitória para os assentados, que agora possuem a documentação legal que lhes garante o direito sobre as terras. Além disso, a regularização fundiária permite que os agricultores possam acessar recursos financeiros e realizar investimentos que fortaleçam a produção agrícola e melhorem a qualidade de vida das famílias no campo.

“Este é um momento histórico. Depois de tanto tempo de luta e esperança, essas famílias agora têm o direito de usufruir plenamente das terras que cultivam. A entrega desses títulos é a certeza de que o trabalho no campo foi reconhecido e que agora as famílias têm a segurança necessária para seguir em frente. É uma conquista que vem, finalmente, trazer justiça social e mais desenvolvimento para essas comunidades”, concluiu o deputado.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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