Para os EUA, a aliança com países vizinhos é chave para a ajuda humanitária
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou que o país está fazendo o possível para aliviar as consequências humanitárias da guerra entre Israel e o grupo Hamas.
O líder afirmou que o país “está trabalhando com os governos de Israel, Egito, Jordânia – e com a ONU – para aumentar o suporte e facilitar as consequências humanitárias do ataque do Hamas, criando condições necessárias para aumentar o fluxo de ajuda, e advogar a obediências às leis da guerra”.
A preocupação do governo norte-americano se estende aos reféns norte-americanos. Ontem, Biden falou com as famílias de membros que ainda não foram localizados após os ataques iniciados no último sábado (07), se comprometendo pessoalmente a salvá-los. Israel afirmou hoje que há cerca de 120 reféns israelenses e de outras nações no território de Gaza , pessoas que estão sendo usadas como escudos humanos.
O político também expressou a sua preocupação com a segurança interna dos Estados Unidos. “Eu e o vice-presidente conversamos com os nossos times de segurança nacional para discutir os próximos passos para proteger nossa terra, incluindo comunidades judias, árabes e muçulmanas, após os ataques em Israel”, afirmou Biden.
A despeito do “apoio inabalável a Israel” (palavras do presidente Biden), o governo dos EUA tem evitado polêmicas em seus discursos. Um documento que recomenda que os diplomatas norte-americanos evitem determinados termos foi trazido a público ontem. Dois deles são desescalada e cessar-fogo , acompanhados de “fim da violência e derramamento de sangue” e “restaurar a calma”.
Reunião do conselho de segurança da ONU acaba em impasse
“O Conselho tem uma responsabilidade crucial, tanto na resposta imediata aos acontecimentos da crise humanitária do momento, assim como nos estágios futuros, ao intensificar as relações multilaterais necessárias para restaurar um processo de paz. Nem os israelenses, nem os palestinos deveriam passar por sofrimentos semelhantes outra vez”, declarou Vieira, que reforçou que “o objetivo imediato é claro e urgente: prevenir mais derramamento de sangue e perda de vidas e tentar garantir acesso humanitário urgente para as áreas mais atingidas”.