O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, deputado Eduardo Botelho, inaugurou a nova estrutura da TV Assembleia, nesta quinta-feira (30), na sede da Casa de Leis. Os convidados puderam constatar mais uma das ações que fazem parte do grande legado de Botelho, no comando da Mesa Diretora, desde 2017.
Com 23 anos de fundação, a TV Assembleia (TVAL) se tornou um dos principais canais de comunicação entre o Parlamento estadual e a população, passa a contar com estúdios para gravação dos programas e equipamentos modernos, além da expansão do sinal, no canal 30.1 na região metropolitana de Cuiabá e 9.2 no interior. No YouTube, é possível assistir pelo @TVAssembleiaMT.
“É o canal que passa notícias praticamente o dia todo com informações da Assembleia Legislativa, essa ligação é muito importante porque a Assembleia é a representante do povo. O que os deputados fazem aqui precisam prestar contas. E esse canal é muito importante. Também tivermos a honra de ser a primeira Assembleia do país a ter uma rádio pública”, disse Botelho.
A secretária de Comunicação Social, Rosimeire Felfili, agradeceu o apoio da Mesa Diretora que tornou possível a consolidação dos investimentos no setor. “Meu sentimento é de gratidão. Quero fazer um agradecimento muito especial à Mesa Diretora que acreditou no meu trabalho, na minha coragem e audácia para realizar a nossa meta. Hoje estamos aqui muito felizes pela realização do nosso sonho, que começou com o Wanderley de Oliveira (in memorian)”, afirmou a secretária, que também esteve à frente da reforma da Rádio e Secom da ALMT.
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Na oportunidade, Botelho também batizou de Arnaldo Pereira Campos a Sala de Operações Técnicas da TVAL. Uma homenagem ao servidor-pioneiro que ajudou a criar a emissora e faleceu em 2020. Outro idealizador da TVAL, Wanderley Oliveira, falecido em 2021, vai nomear o espaço da redação, área técnica, pós-produção e administrativo.
Trajetória
Filho de Ângelo e Sebastiana Pereira Campos, Arnaldo nasceu em Tupaciguara, Minas Gerais. Chegou a Cuiabá em 1984, aos 19 anos, iniciando a trajetória profissional em renomados veículos de comunicação, como TV Gazeta (CNT), TV Cidade Verde (SBT), Rede Manchete e a produtora VT 1000. A vasta experiência tornou-o referência no setor audiovisual.
Em 2000, foi convidado a integrar a equipe de criação da TVAL, assumindo a liderança técnica da emissora e tornando-se um dos membros fundadores. Durante 19 anos, contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento da infraestrutura de excelência que ainda hoje caracteriza a TVAL. A competência técnica e postura respeitosa conquistaram a admiração de colegas e amigos.
Arnaldo, que faleceu em 3 de agosto de 2020, era casado com Alice Ojeda, com quem teve três filhos: Rafael, Letícia e Arnaldo Jr. Também deixou dois netos, João Vitor e Héctor, este último nascido após seu falecimento.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.
O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.
A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.
De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.
Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.
A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.
Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.
Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.