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Agronegócio

Cepea avalia como positiva a produção de morangos do sul de Minas

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O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, fez uma avaliação positiva da cultura do morango, avaliando a rentabilidade no Sul de Minas, o principal polo produtor da fruta no Brasil.

Segundo especialistas da HF Brasil, o cultivo do morango é uma das poucas opções economicamente viáveis para agricultores familiares de pequena escala. De acordo com dados do Censo Agropecuário de 2017 do IBGE, a fruta é predominantemente cultivada por agricultores com menos de 10 hectares, e o tamanho comum das plantações varia de 0,5 a 1 hectare.

A área limitada é devido à intensa demanda de mão de obra no plantio, manejo e colheita – a mecanização nessa atividade é mínima, o que restringe a produção em larga escala. Entretanto, o morango agrega um valor significativo ao agricultor. Apesar dos custos de produção elevados, a demanda pela fruta está em crescimento, impulsionada por suas características funcionais e organolépticas.

Especialistas da HF Brasil destacam que o ciclo da cultura, que varia de um a três anos (portanto, praticamente semiperene), permite um fluxo de caixa contínuo, com a colheita iniciando dois meses após o plantio.

Em média, produtores de morango têm registrado renda positiva nos últimos anos, já que os períodos de preços baixos são compensados por valores mais elevados dentro do mesmo ciclo. Essa rentabilidade, somada ao uso de variedades que possibilitam colheitas ao longo do ano (cultivares de dia neutro), tem contribuído para a expansão desse cultivo.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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