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Agronegócio

Cepea vê boas perspectivas para o mercado da carne bovina em 2024

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As projeções do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam boas perspectivas para o mercado de carne bovina ao longo deste ano.

Segundo as análises do Cepea, a estabilidade das exportações brasileiras de carne bovina tem sido um pilar crucial para a sustentação dos preços internos. A indústria nacional, altamente profissionalizada, tem atendido eficientemente às demandas de clientes ao redor do mundo, estabelecendo nos pecuaristas os fornecedores de animais alinhados às exigências de variados mercados.

No mercado interno, as expectativas apontam para um cenário de inflação controlada e uma tímida expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Essas condições econômicas podem impulsionar um modesto aumento na demanda por carne bovina in natura, prevendo-se um crescimento de 1,79% ao longo de 2024. Apesar de moderado, este incremento é positivo, considerando a retração do consumo interno em anos anteriores.

A relação entre preços e demanda merece destaque: a redução nos preços costuma impulsionar as vendas no varejo, indicando uma possível melhoria no consumo caso a arroba sofra desvalorização. Quanto à oferta, análises sazonais indicam um aumento no volume disponível a partir de março, o que poderia exercer pressão sobre os valores. Adicionalmente, a expectativa de um maior volume de animais destinados ao abate no primeiro semestre de 2024, possivelmente impulsionado pela presença de vacas não emprenhadas no ano anterior, pode influenciar o mercado.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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