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POLÍTICA

Cerimonialistas foram homenageados em sessão especial na noite de terça (24)

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou sessão especial para homenagear cerimonialistas na noite de terça-feira (24). A sessão foi requerida pelos deputados Max Russi (PSB) e Beto Dois a Um (PSB). Foram entregues moções de aplausos a profissionais de Mato Grosso e de outras partes do Brasil, que participam também do Congresso Nacional de Cerimonial e Protocolo, que está em andamento em Cuiabá e é organizado pelo Comitê Nacional de Cerimonial e Protocolo (CNCP Brasil). 

Estiveram presentes autoridades como a presidente do Tribunal de Justiça, Clarice Claudino da Silva, além do chefe do Cerimonial do Estado, Junior Cuiabano e Jaime Okamura, representando o Sindieventos. 

Foram aprovadas 60 moções para pessoas da área, como Izis Dorileo, que tem ampla experiência como cerimonialista. “Para nós é uma honra, nós que trabalhamos com protocolos, com cerimoniais. A gente entende bem a importância da figura do cerimonialista, principalmente aquele que aprofunda no estudo, que aprofunda no conhecimento, que está sempre em busca de cursos, de aperfeiçoamento e tudo mais. Então, acho que hoje é uma grande noite para todos nós que estamos aí, no meu caso, há 25 anos, na lida do cerimonial”, declarou Dorileo. 

Mestre de cerimônias na Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Carlos Vieira Júnior, agradeceu o reconhecimento. “É muito importante e também estimula a gente cada vez mais atuar em benefício do cerimonial público do nosso país. É muito bom receber essa homenagem aqui na Assembleia Legislativa do Mato Grosso”, afirmou. 

Regulamentação – Também homenageada, a presidente do CNPC Brasil, Raab Simões, lembrou que tramita no Congresso Nacional proposta para regulamentar a profissão de cerimonialista. “Nós estamos com um projeto de lei, o Projeto de 5.425 de 2009. Nós estamos nessa expectativa, estamos lutando há alguns anos para que seja regulamentada a profissão. A atuação imprescindível do cerimonialista no âmbito dos eventos precisa ser reconhecida. É uma atividade muito importante, eu acho que muita gente reconhece isso, inclusive muitos parlamentares”, destacou. 

Antônio Carlos Vieira Júnior e Izis Dorileo também falaram em defesa da regulamentação. “A vontade de todos os profissionais que atuam é que seja regulamentada a profissão. É muito importante que a gente consiga essa realização, que a profissão seja regulamentada e seja estabelecida, a função do cerimonialista no nosso país”, disse Vieira Júnior. “Eu não vejo a hora dessa lei ser aprovada”, disse Izis Dorileo.

“É algo que a gente espera, que o mais breve possível seja aprovado, seja feito o reconhecimento e seja feita a valorização. Porque esses são profissionais importantes. É uma profissão muitas vezes não reconhecida, trabalham em todos os eventos, organizam todos os eventos, trabalham em sessões de homenagem como essa, mas não são lembrados muitas vezes”, disse o deputado estadual Max Russi (PSB), um dos requerentes da sessão especial. 

Sobre a equipe do Cerimonial da ALMT, também agraciada com homenagem, Russi ressaltou como são fundamentais esses profissionais no dia a dia do Parlamento. “São de grande importância dentro do mandato do parlamentar. A gente organiza praticamente todos os dias, uma, duas, três ou até mais sessões, de todos os tipos. Esses eventos são muito importantes para o trabalho da Assembleia, é uma função importantíssima, como a dos outros servidores”, declarou  o deputado.

Homenagens – Falecido em 2017, o cerimonialista Florênsio Bezerra Filho também foi lembrado e representado pelo seu irmão, Flóstenes Albano Bezerra. “Para a família Albano Bezerra é muito desejada essa homenagem. Florênsio foi um ícone no cerimonial público, dedicou a vida a isso e sempre falava que cerimonial era uma arte. Então, toda vez que ele fazia uma cerimônia, ele se achava num palco de um teatro, num palco da vida. Tentou fazer com maior afinco, com maior respeito, tanto que ele ficou reconhecido por esse trabalho bem feito, tanto no Governo do Estado, como no Tribunal de Justiça do Estado”, celebrou Flóstenes Albano Bezerra.

Também foi aprovada homenagem póstuma a Edson Pires, que atuou no Cerimonial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e foi servidor por mais de 30 anos na Casa de Leis. Morto em junho deste ano, foi um profissional com profundo conhecimento em comunicação, tendo passado também pelas áreas de jornalismo e radialismo na ALMT.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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