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Política Nacional

Chuvas no litoral de SP: ministra foi resgatada de helicóptero

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O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Gestão, Esther Dweck
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 22.12.2022

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Gestão, Esther Dweck

Esther Dweck , a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos , estava no litoral norte de São Paulo , passando o feriado de Carnaval , quando a r egião foi afetada pelo temporal no último domingo (19) . Ela precisou ser retirada de helicóptero e retornou para a capital do estado.

Uma nota divulgada pela equipe do ministério disse que ela precisou embarcar em helicóptero das Forças Armadas.

“A ministra agradece o trabalho dos militares que a deslocaram até uma área segura do município de São Sebastião, para que de lá ela pudesse se dirigir até a capital paulista. Esther Dweck agora se soma aos esforços de governo para planejar e executar medidas emergenciais em favor da população atingida”, relatou o governo.

Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o  litoral norte de São Paulo recebeu, no domingo, a chuva mais volumosa já registrada no país. Foram 683 milímetros acumulados.

Vítimas

O número de mortes é de 47 pessoas , sendo 46 em São Sebastião e uma em Ubatuba .

De acordo com o governo estadual de São Paulo, sete corpos já foram identificados e liberados para o sepultamento. São dois homens adultos, duas mulheres adultas e três crianças.

A Secretaria de Estado da Saúde informa que foram atendidos 18 adultos e cinco crianças , até o momento, no Hospital Regional do Litoral Norte (HRLN). Deste total, seis estão em estado grave e 13 estáveis. Outros dois pacientes já receberam alta hospitalar e outras duas, uma grávida e uma puérpera, foram transferidas para o Hospital Stella Maris, unidade de saúde em Guarulhos (SP).

Os esforços de resgate se concentram em bairros mais atingidos, principalmente, nos da costa sul de São Sebastião, entre eles, a Vila do Sahy , região que teve o maior número de vítimas. 

Outro bairro severamente afetado pelo desastre foi Juquehy . Entre segunda (20) e terça (21), o Corpo de Bombeiros registrou um novo deslizamento de terra no local. O bairro é afastado e seus acessos por terra estão bloqueados devido ao desastre.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Lula demite Silvio Almeida após denúncias de assédio sexual

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu na noite desta sexta-feira (6) demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual. 

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota.

A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

“O governo federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, completou a nota. 

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

Seu livro Racismo Estrutural (2019) foi um dos dez mais vendidos em 2020 e muitos o consideram uma obra imprescindível para se compreender a forma como o racismo está instituído na estrutura social, política e econômica brasileira. Um dos fundadores do Instituto Luiz Gama, Almeida também foi relator, em 2021, da comissão de juristas que a Câmara dos Deputados criou para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo institucional.

Acusações

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Horas após as denúncias virem a público, Almeida foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou, em nota, que “o governo federal reconhece a gravidade das denúncias” e que o caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”. A Polícia Federal (PF) informou hoje que vai investigar as denúncias.

Em nota divulgada pela manhã, o Ministério das Mulheres classificou como “graves” as denúncias contra o ministro e manifestou solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”. A pasta ainda reafirmou que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destacou que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

Pouco depois, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, publicou em sua conta pessoal no Instagram uma foto sua de mãos dadas com Anielle Franco. “Minha solidariedade e apoio a você, minha amiga e colega de Esplanada, neste momento difícil”, escreveu Cida na publicação.

Fonte: EBC Política Nacional

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