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MATO GROSSO

Cidadania Digital: TJMT leva consulta de processos e certidões ao aplicativo MT Cidadão

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O acesso à Justiça em Mato Grosso agora está na palma da mão do cidadão. Por meio do projeto Cidadania Digital Integrada, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o Governo do Estado firmaram uma parceria que disponibiliza diversos serviços judiciais no aplicativo MT Cidadão, utilizado atualmente por mais de 1,3 milhão de usuários em todo o estado.

A iniciativa faz parte das ações de transformação digital do Poder Judiciário, que buscam garantir mais praticidade, transparência e agilidade no atendimento à população.

Agora, o cidadão pode acessar diretamente pelo celular uma série de serviços do Judiciário mato-grossense, sem precisar se deslocar até o fórum.

No aplicativo MT Cidadão — disponível gratuitamente para Android e iOS — e no Portal de Serviços do Governo de Mato Grosso (www.mt.gov.br) é possível:

Consultar processos judiciais

Emitir certidões judiciais e guias de custas

Entrar com novos processos nos Juizados Especiais

Participar de audiências virtuais

Falar diretamente com o Poder Judiciário via Balcão Virtual.

Além disso, o aplicativo já oferece a notificação do Diário da Justiça e a emissão de certidão negativa de antecedentes judiciais, duas funcionalidades desenvolvidas pelo TJMT que ampliam a interação entre cidadão e Justiça.

Inovação com propósito social

Segundo a juíza Joseane Quinto Antunes, coordenadora do Laboratório de Inovação do TJMT (InovaJusMT), o Cidadania Digital Integrada é um marco de inclusão tecnológica.

Ela explica que o projeto foi selecionado como uma das metas de inovação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem como foco integrar os serviços do Judiciário e do Governo Estadual em um único ambiente digital, tornando o acesso mais intuitivo e abrangente.

“A ideia é que o cidadão encontre em um só portal tudo o que precisa, desde serviços públicos estaduais até os serviços judiciais. É uma forma de unir forças e simplificar a vida de quem busca a Justiça”, destacou a magistrada.

Mais um canal de acesso à Justiça

O diretor do Departamento de Sistemas e Aplicações do TJMT, Danilo Pereira da Silva, explica que a integração tecnológica amplia as opções de contato entre a população e o Judiciário:

“Conseguimos colocar já a notificação do Diário da Justiça e a emissão de certidão de nada consta dentro do aplicativo. É mais uma porta de acesso à Justiça. O cidadão que já usa o MT Cidadão agora tem também essa possibilidade de acessar os serviços judiciais de forma rápida e segura”, ressaltou.

O projeto é fruto da cooperação entre o TJMT e o Laboratório Central de Inovação da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (LabSin/SEPLAG-MT), reforçando a importância da colaboração entre os poderes para a construção de um Governo Digital mais eficiente e cidadão.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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