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MATO GROSSO

‘Círculos de Construção de Paz’ garantem acolhimento às mulheres vítimas de violência em Sinop

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O Poder Judiciário de Mato Grosso implantou no mês de maio em Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), o projeto ‘Círculos de Construção de Paz para Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar’. O projeto tem o objetivo de prestar acolhimento especializado às mulheres vitimas de violência e que tenham medidas protetivas deferidas em seu favor. O serviço também cumpre a meta lançada pelo Poder Judiciário de trabalhar para a expansão da cultura da paz, levando diálogo e atendimento humanizado, por meio dos Círculos de Construção de Paz.
 
Os Círculos são uma das ferramentas utilizadas pela Justiça Restaurativa, que tem no acolhimento das dores e dificuldades emocionais, a construção de uma nova percepção social, baseada no diálogo, no respeito e na afetuosidade.
 
O termo de cooperação técnica para a oferta dos serviços foi assinada pessoalmente pela presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, durante a realização do Projeto ELO – Fortalecendo a Justiça, em Sinop. Com a iniciativa, o Judiciário expande suas ações no sentido de fortalecer as políticas públicas de prevenção, redução e eliminação da violência nos lares de Mato Grosso. Na oportunidade, também foram certificados os primeiros 13 facilitadores de círculos de paz de Sinop.
 
Para a juíza da Segunda Vara Criminal de Sinop e coordenadora da Justiça Restaurativa, Débora Roberta Pain Caldas, a proposta de um espaço específico para o atendimento às mulheres, foi criada exatamente para ofertar acolhimento, em um ambiente solidário, e emocionalmente seguro às mulheres.
 
“A Justiça Restaurativa, com os círculos de construção de paz, inaugura novos tempos na resolução de conflitos, pautada no diálogo e no olhar humanizado sobre as dores que envolvem todos nós. Quando uma pessoa é vitima de qualquer tipo de violência, toda a sociedade sofre as consequências daquela dor, junto com ela. De forma bastante específica, o projeto de atendimento às mulheres com medidas protetivas, une o atendimento adequado dessas mulheres com o uso das ferramentas dos círculos, em um ambiente seguro e de acolhimento, e com o uso das técnicas elas poderão evoluir juntas, superar traumas juntas e se curarem juntas. É uma grande oportunidade de aprendizado para todos”.
 
Diabética e hipertensa, a trabalhadora autônoma I.A.F., de 52 anos, conseguiu dar um basta aos maus-tratos, após 14 anos de violência doméstica. Vítima de violência psicológica, agravada nos momentos em que o agressor fazia uso de bebida alcoólica, a I.A.F. decidiu procurar pela ajuda da Segunda Vara Criminal de Sinop. De posse da medida protetiva, ela garantiu não só a retirada do agressor de dentro de casa, como também colocou fim ao ciclo de violência e agressões.
 
“Eu fiz a medida protetiva porque ele não queria sair da minha casa. A casa é minha, mas pelo fato dele ter feito algumas melhorias aqui, ele já se achava no direito de não sair. Ele me maltratava muito verbalmente e também bebia muito. Quero dizer para as mulheres que tenham coragem de denunciar. As mulheres não precisam ficar sofrendo maus-tratos, seja qual for, verbal, físico, não importa, é preciso acabar. E aqui nos círculos de paz, nós recebemos ajuda psicológica, nós conversamos, conhecemos a história de outras mulheres, e isso nos dá força para seguir em frente, e querer mesmo sair daquela situação. Conhecer a história de superação de outras mulheres nos dá força e coragem para seguir”, desabafou I.A.F.
 
O próximo circulo de construção de paz entre as mulheres já está agendado para o dia 31 de julho, na sede do Fórum de Sinop. Os encontros são realizados sempre na última segunda-feira do mês.
 
Como funcionam os Círculos – O projeto é realizado pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), do Tribunal de Justiça, em parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Sinop e a Segunda Vara Criminal de Sinop. A iniciativa tem o apoio da Rede de Prevenção e Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e da Guarda Civil Municipal.
 
Com os círculos de paz, as mulheres têm a oportunidade de falar sobre seus medos, dúvidas e anseios, e principalmente de expressar suas preocupações acerca do cuidado com os filhos e o seu autocuidado. Os círculos são conduzidos por facilitadores certificados pelo Poder Judiciário, que atuam estimulando as mulheres para o uso consciente da fala e da escuta ativa, fazendo com que elas reflitam e ressignifiquem as experiências vividas. O resgate da autoestima e do autovalor também é trabalhado durante os círculos.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto horizontal colorida. Primeira imagem: Diversas pessoas sentadas em círculo. Na imagem não é possível identificar o rosto dos participantes. No chão diversas palavras de encorajamento estão dispostas em formato circular.
 
Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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