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Agronegócio

Clima ajuda na recuperação de pastagens e influencia mercado

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Em um período do ano tradicionalmente marcado por uma desaceleração no consumo de carne bovina, o mercado interno de boi gordo está testemunhando uma dinâmica interessante. Graças às condições climáticas favoráveis e a uma postura assertiva dos pecuaristas, o setor está conseguindo manter uma certa estabilidade nos preços, desafiando as expectativas do mercado.

Recentemente, o Brasil tem presenciado um aumento na frequência de chuvas em diversas regiões, um fator que tem contribuído significativamente para a recuperação das pastagens. Este fenômeno natural está permitindo aos pecuaristas uma maior flexibilidade no manejo do gado, já que não estão sob pressão para vender devido à falta de pasto. Essa melhoria nas condições das pastagens vem em um momento crucial, oferecendo aos criadores de gado uma vantagem tática na hora de negociar os preços.

Contrariando as tendências sazonais, os preços dos animais destinados ao mercado doméstico estão mostrando uma resiliência notável. Mesmo com o consumo de carne bovina tipicamente mais baixo neste período, não se observou uma queda significativa nos preços. Essa estabilidade é atribuída, em parte, à resistência dos pecuaristas em ceder às pressões dos frigoríficos para baixar os preços. Muitos estão optando por vender apenas o necessário para atender às suas necessidades imediatas de caixa, ao invés de liquidar seu gado a valores que consideram injustos.

Essa abordagem cautelosa dos pecuaristas é uma resposta estratégica às condições de mercado. Ao segurar as vendas, eles estão não apenas garantindo melhores preços para o seu gado, mas também estão influenciando o mercado como um todo, contribuindo para a manutenção da estabilidade dos preços em um período que, historicamente, vê uma baixa.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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