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Agronegócio

CNA promove capacitação em rotulagem para empresários rurais

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu nos dias 18 e 19 um seminário online direcionado a empresários rurais participantes do programa Agro.BR. O evento teve como foco as normas de rotulagem e embalagem de produtos destinados à exportação para países como Emirados Árabes Unidos, Singapura e China.

No primeiro dia do seminário, os participantes receberam uma apresentação detalhada sobre as diretrizes de rotulagem e embalagem exigidas nos mercados de Singapura e Emirados Árabes Unidos, respeitando as regulamentações específicas de cada localidade. Já no segundo dia, o evento concentrou-se na apresentação das normativas chinesas relacionadas às embalagens para produtos a serem exportados para esse país.

O programa Agro.BR, fruto da parceria entre a CNA e a ApexBrasil, tem como objetivo auxiliar os produtores brasileiros no incremento da pauta exportadora do país. Por meio dessa iniciativa, são oferecidos suporte e capacitação, elaboração de planos de exportação, consultorias personalizadas, além de participação em rodadas de negócios e apoio em escritórios estratégicos no exterior.

A CNA dispõe de escritórios internacionais situados na China, Singapura e Emirados Árabes Unidos, com a finalidade de auxiliar os empresários rurais brasileiros nos procedimentos relacionados à exportação. Esses escritórios fornecem suporte para a promoção comercial e realizam análises constantes das oportunidades e tendências locais, visando facilitar e potencializar as atividades de exportação dos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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