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POLÍTICA

Com apoio de Moretto, nova unidade do Corpo de Bombeiros é inaugurada em Sapezal

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Foto: Alex Rodrigues da Costa e Oliveira/Assessoria de Gabinete

A população de Sapezal passa a contar com uma estrutura moderna e mais eficiente para atendimento de emergências com a inauguração da nova unidade do Corpo de Bombeiros Militar, realizada nesta quinta-feira (26). A entrega representa um avanço importante na área de segurança pública e proteção à vida no município e região.

A instalação da unidade contou com a articulação do deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), que atuou junto ao Governo do Estado para viabilizar a iniciativa e fortalecer a presença na região Oeste. O parlamentar destacou a importância do investimento para ampliar a capacidade de resposta em situações de risco.

“Essa é uma conquista muito importante para Sapezal e toda a região. Estamos falando de mais agilidade no atendimento, mais estrutura para os profissionais e, principalmente, mais segurança para a população”, afirmou.

A nova unidade recebeu investimentos de aproximadamente R$ 4 milhões por parte do Governo do Estado, contemplando estrutura física, equipamentos e viaturas, o que permitirá melhorar significativamente o atendimento a ocorrências como incêndios, acidentes e resgates.

Durante a solenidade, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, coronel Flávio Gledson, destacou a atuação do parlamentar na viabilização do projeto e agradeceu o apoio na articulação junto ao Executivo estadual.

“O deputado Moretto pegou na nossa mão e nos levou até o vice-governador para garantir a viabilidade da obra, que certamente vai mudar vidas”, destacou o comandante.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Jocélia Ferreira, também teve papel importante na conquista da unidade, atuando diretamente nas articulações que contribuíram para a viabilização do projeto no município.

A cerimônia contou com a presença do prefeito Cláudio José Scariote (Republicanos), de sua equipe de gestão, do vereador Márcio Bonifácio (Republicanos) e de lideranças locais. Também integrou o dispositivo de autoridades o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, além de representantes das forças de segurança.

Para Moretto, a parceria entre o Legislativo, o Executivo municipal e o Governo do Estado foi essencial para garantir o avanço da obra. “Quando há união de esforços, quem ganha é a população. Seguimos trabalhando para levar mais desenvolvimento e qualidade de vida para os municípios de Mato Grosso”, reforçou.

A nova unidade do Corpo de Bombeiros deve atender não apenas Sapezal, mas também contribuir com o suporte a cidades vizinhas, ampliando a cobertura e a eficiência dos serviços prestados à população.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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