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Cáceres

Com seca severa, nível do Rio Paraguai quebra recorde histórico e chega a 26 centímetros em MT

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Segundo o Serviço Geológico do Brasil, das 21 réguas que monitoram o rio, 18 indicam níveis de água inferiores aos esperados para o período, com três delas registrando marcas abaixo de zero.

Com apenas 26 centímetros de profundidade, o Rio Paraguai, no trecho de Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá, atingiu um recorde histórico de seca. No último dia 5, o nível ultrapassou os registros de 1967 e 2023, quando o nível médio do rio atingiu 28 centímetros, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), do Governo Federal. O nível esperado para esta época do ano é de 62 centímetros.

Imagens registradas no local mostram bancos de areia e pedras no leito do rio, devido ao baixo nível de água, no trecho de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, que atualmente está com 37 centímetros de profundidade. (veja acima). No local, a média mais baixa registrada neste ano foi de 35 centímetros, o que é abaixo do esperado, já que o nível ideal para o período seria de 1,44 metro.

Na última terça-feira (5), um turista morreu no rio Paraguai em Corumbá, no pantanal de MS, após o barco em que ele estava bater em uma pedra. O piloto da embarcação e outro turista foram socorridos de helicóptero. Desde 26 de agosto, o nível do Paraguai em Corumbá está negativo, deixando vários bancos de areia à mostra.

O agente fluvial de Cáceres, Magno Luis de Moura, informou que a presença de extensos bancos de areia no Rio Paraguai são um perigo iminente para os navegantes, já que essas formações dificultam significativamente a navegação, especialmente para embarcações de grande porte, aumentando o risco de acidentes. Para que isso não ocorra, o profissional falou da importância de se tomar alguns cuidados necessários.

“As principais recomendações é sempre estar fazendo o uso de cartas náuticas atualizadas, ficar atento aos balizamentos estabelecidos às margens dos rios e reduzir a velocidade da embarcação, principalmente em pontos onde as tripulações não conhecem bem a região”, contou.

De acordo com o SGB, ao longo dos 1.693 km em território brasileiro, o Rio Paraguai é monitorado por 21 réguas. No entanto, 18 dessas estações indicam níveis de água inferiores aos esperados para o período, com três delas registrando marcas abaixo de zero. Essa situação crítica, que se estende por boa parte do curso do rio, reflete a gravidade da seca que atinge a região.

Já em Mato Grosso do Sul, a estiagem no Pantanal atinge níveis críticos. Na última sexta-feira (6), a régua de Ladário(MS) indicou que o Rio Paraguai está 25 centímetros abaixo do nível zero. O valor esperado para este período seria de 3,53 metros. A situação é ainda mais grave em Porto Esperança (-93 cm) e Forte Coimbra (-150 cm), ambos em Corumbá.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na maioria dos municípios mato-grossenses, não chove há mais de 140 dias. O relatório ainda mostrou que a seca extrema ameaça a agricultura, a pesca e o turismo, gerando uma crise hídrica sem precedentes na região.

Devido ao período de seca severa, 14 municípios de Mato Grosso estão sob decretos de situação de emergência por seca ou estiagem.

Segundo o SGB, os índices negativos não indicam que o rio está completamente seco, mas sim abaixo do “marco zero” das réguas de medição.

A seca extrema que assola o Pantanal tem desencadeado uma série de consequências drásticas para o bioma. A escassez de água, um fenômeno cada vez mais frequente e intenso, está alterando significativamente a paisagem pantaneira, como apontou o professor do programa de mestrado em recursos hídricos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Wilkinson Lopes.

“Isso impacta de diversas maneiras. Nós temos principalmente o impacto ambiental porque na paisagem completa do Pantanal nós temos perdidos muita água, nós temos diversos estudos coordenados pela Unemat que mostra que a gente já perdeu quase 85% de área úmida no Pantanal”, explicou.

Ele ainda ressaltou que a intensa seca está causando danos irreparáveis à biodiversidade e à população local. A aridez crescente do bioma e a escassez de água estão afetando diretamente a fauna e a flora, além de comprometer o sustento de diversas comunidades que dependem dos recursos naturais da região.

“Isso causa um severo dano associado a biodiversidade porque nós temos uma paisagem cada vez mais seca e também uma perda social porque nós temos diversos relatos associados ao Pantanal de pessoas que estão sofrendo com a falta de acesso a água”, concluiu.

Mato Grosso é o estado que mais queima

Com 36,4 mil focos de incêndios, Mato Grosso é o estado do Brasil que mais queimou desde janeiro deste ano, conforme dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Somente em agosto, foram contabilizados mais de 13,6 mil focos, superando os números somados de janeiro a julho deste ano.

🔎 De acordo com o Inpe, o número de focos de incêndio registrados no período de 1º a 30 de agosto de 2024 foi o maior índice para este mês nos últimos dez anos no estado. O cenário se combina com uma estiagem severa, que também atinge outras partes do país na que já é maior seca da história, segundo o Cemaden.

De acordo com o levantamento do BDQueimadas, agosto também foi o 5° mês, neste ano, que Mato Grosso liderou a lista de estados com mais focos de incêndio. Dois brigadistas morreram, nos dias 22 e 26 de agosto, combatendo incêndios no estado.

1,6 milhão de hectares devastados pelo fogo

Com o alto índice de queimadas, Mato Grosso teve, somente neste mês de agosto, mais de 1,6 milhão de hectares atingidos e devastados pelo fogo, segundo uma análise feita pelo Instituto Centro de Vida (ICV) com base nas pesquisas da Administração Nacional dos Estados Unidos de Aeronáutica e Espaço (Nasa).

No entanto, o acumulado do ano todo foi de aproximadamente 3 milhões de área atingida em todo o estado mato-grossense.

Rio Paraguai

🔎O Rio Paraguai passa também pela Bolívia, Paraguai e desagua na Argentina. É o principal rio do Pantanal, e tem registrado níveis baixíssimos desde o início de 2024 — em julho registrou o menor nível em quase 60 anos. O rio abrange 48% no estado do Mato Grosso e 52% do Mato Grosso do Sul e atravessa os biomas Cerrado, Pantanal e também o Chaco, considerado bioma paraguaio semelhante ao Pantanal.

Fonte: G1 MT / TV Centro América.

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Cáceres

*Valmir Moretto articula investimentos e reforça desenvolvimento de Cáceres*

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Da Redação

Agenda em Cuiabá e Cáceres reuniu lideranças estaduais e municipais para tratar de investimentos em transporte, infraestrutura e regularização fundiária

 

O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) cumpriu agenda nesta quinta-feira (16) no Centro Político Administrativo de Cuiabá, ao lado da prefeita Eliene Liberato (Podemos), com foco na articulação de novos investimentos para o município de Cáceres.

 

Durante o dia, o parlamentar também se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), reforçando o alinhamento institucional e a importância do apoio do Poder Legislativo estadual para o avanço das demandas do município.

 

A agenda incluiu ainda articulação com o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, fortalecendo o diálogo com o Governo do Estado para viabilizar investimentos estratégicos para Cáceres.

 

Na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em reunião com a secretária Flávia Emanuelle, foram tratadas demandas relacionadas à renovação da frota de ônibus escolares, que atualmente atende cerca de 90 veículos, com articulação do deputado para a destinação de 25 novos ônibus, ampliando a qualidade e a segurança no transporte dos estudantes.

 

Já na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), em agenda com o secretário Marcelo de Oliveira, o deputado solicitou investimentos em pavimentação asfáltica, contemplando o distrito do Caramujo, além da modernização do Caranguejão, importante via de acesso na entrada da cidade, e a elaboração de projetos voltados ao perímetro urbano de Cáceres.

 

As iniciativas são resultado de articulações conjuntas entre o deputado, o Governo do Estado, a Prefeitura de Cáceres e representantes do Poder Legislativo estadual e municipal, reforçando o compromisso coletivo com o desenvolvimento da cidade.

 

O parlamentar destacou que a ampliação da frota escolar proporcionará mais segurança, conforto e melhores condições de transporte aos estudantes, enquanto as obras de infraestrutura contribuem diretamente para a melhoria da mobilidade urbana e da qualidade de vida da população.

 

A agenda foi encerrada com o lançamento do Programa de Regularização Fundiária Urbana (REURB) no distrito Nova Cáceres (Vila Sadia). A iniciativa assegura segurança jurídica às famílias, além de promover a organização urbana e o desenvolvimento social da região.

 

Durante o evento, o deputado esteve acompanhado do secretário municipal de Planejamento, Leandro Martins, da secretária de Turismo, Alessandra Castilho, do secretário de Agricultura, Vilson Sato, e da assessora de convênios Gesica Chaika. Também participaram o vereador Manga Rosa, o presidente da Câmara Municipal, Flávio Negação, e o vice-presidente da Câmara, Isaías Bezerra, reforçando a importância da união entre os poderes e das equipes técnicas para a concretização de ações que atendam às necessidades da população.

 

“O trabalho conjunto é essencial para garantir que os investimentos cheguem na ponta e se transformem em melhorias reais na vida das pessoas”, destacou o parlamentar.

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