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POLÍTICA

Comissão de Saúde da ALMT é instalada

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado Lúdio Cabral (PT) foi eleito por unanimidade, na manhã desta terça-feira (28), presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A vice-presidência ficou a cargo do deputado Paulo Araújo (PP). A eleição ocorreu durante reunião para instalação e posse dos membros da comissão, cujo mandato é de um ano. 

Ao assumir a presidência, Lúdio Cabral agradeceu os outros deputados pela confiança e disse que a comissão vai trabalhar com respeito aos direitos que a população tem à saúde de qualidade. 

“A comissão vai fiscalizar e identificar os problemas que envolvem a dificuldade de atenção nas muitas áreas da saúde. Vamos trabalhar para avançar na qualidade da legislação, mas especialmente fiscalizar as condições de atendimento à população com rigor técnico, sem nos deixar contaminar por disputas políticas, partidárias e eleitorais”, definiu Cabral.

Nos quatro anos da 20ª Legislatura, de acordo com Cabral, a comissão vai fazer rodízios a cada ano para o comando da presidência. Em 2024, ela será comandada pelo deputado Paulo Araújo, em 2025 pelo deputado Dr. Eugênio (PSB) e em 2026 pelo deputado Doutor João (MDB). 

Durante a reunião desta terça, a comissão aprovou dois requerimentos que foram encaminhados à Assembleia Legislativa. Um deles foi enviado pela Câmara Municipal de Cuiabá que propõe a formação de uma comissão mista para tratar das divergências nos dados disponibilizados pelas Secretarias Municipal e de Estado de Saúde. A sugestão foi rejeitada pela comissão. 

“Os deputados deliberaram por não propor uma comissão mista, mas estabelecer um diálogo com a comissão de saúde da Câmara Municipal, que tem que ser permanente e contínuo, cada um cumprindo suas tarefas”, afirmou Lúdio Cabral. 

O outro requerimento discutido e votado pelos deputados foi sobre a denúncia feita pelo médico do trabalho Ruy de Souza Gonçalves, através de um relatório (ilustrado com fotos) sobre as condições físicas da infraestrutura da Santa Casa de Cuiabá. “A denúncias são graves porque podem gerar risco à saúde pública dos servidores, pacientes e da população”, disse o deputado. 

Em função disso, ficou agendada para a próxima terça-feira (7), às 9 horas, uma visita à Santa Casa de Cuiabá para verificar as condições físicas da unidade hospitalar. De acordo com Cabral, a visita marca a retomada da agenda da comissão em vistoria a todas as unidades de saúde sob a gestão estadual. 

“Como recebemos a denúncia, a comissão iniciará a rotina de visitas pela Santa Casa de Cuiabá. Depois vamos visitar outras unidades em Cuiabá como, por exemplo, o Hospital Metropolitano, Hospital Adauto Botelho, o Hospital Central (que está em obras), o Hospital Júlio Muller e depois os hospitais regionais de todo o estado”, elencou Lúdio Cabral. 

Lúdio disse ainda que a comissão aprovou um requerimento pedindo informações sobre a relação das pessoas que estão na fila para realização de cirurgias de média e alta complexidade, consultas e exames especializados em todas as unidades hospitalares do estado. “É preciso ter um diagnóstico para saber onde a população sofre e precisa receber atendimento. A partir disso, a comissão vai chamar os responsáveis pelas secretarias de estado e municipais de saúde para pensarem em melhorar o fluxo de atendimentos e reduzir filas”, explicou o parlamentar.

Membros Titulares da Comissão de Saúde:

Dr. Eugênio (PSB), Dr. João (MDB), Faissal Kalil (Cidadania), Lúdio Cabral (PT) e Paulo Araújo (PP).

Membros Suplentes: 

Fabinho Tardin (PSB), Janaina Riva (MDB), Elizeu Nascimento (PL), Valdir Barranco (PT) e Beto Dois a Um (PSB).

Fonte: ALMT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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