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Agronegócio

Conab: Mato Grosso terá safra recorde de 100 milhões de toneladas, igual ao Brasil em 20/21

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Mato Grosso deve atingir, nesta safra, um recorde histórico: 100,8 milhões de toneladas de grãos, segundo previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Pra se ter ideia de o quanto isso é impactante basta lembrar que essa foi exatamente a quantidade de grãos que o Brasil colheu na safra 2020/2021.

A perspectiva nacional também é surpreendente, com uma estimativa recorde de mais de 320 milhões de toneladas de grãos. Esse avanço é liderado principalmente pelas plantações de soja, prevendo-se uma colheita de 45,6 milhões de toneladas.

A área a ser colhida este ano deve ser de 76,9 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 5,1% (3,7 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2022. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou um crescimento de 346.730 hectares (0,5%).

Os principais destaques da safra 2023, em termos nacionais, são as estimativas da produção de soja, milho, trigo e sorgo, todos estabelecendo novos recordes. No caso da soja, a produção deve chegar a 148,4 milhões de toneladas (alta de 0,1%).

Quanto ao milho, a estimativa foi de 124,5 milhões de toneladas (28,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 96,3 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,0 milhões de toneladas; a do trigo em 10,6 milhões de toneladas; a do algodão (em caroço), em 6,9 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,8 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso se destaca não apenas pela soja, mas também pelo milho, o cereal sorgo e o algodão. A projeção aponta para um crescimento de 21% em relação à safra anterior, com três milhões de toneladas de algodão em pluma em todo o território brasileiro, e mais de dois milhões de toneladas provenientes exclusivamente de Mato Grosso.

Fabiano Vasconcelos, gerente de acompanhamento de safras da Conab, atribui esse crescimento exuberante às condições climáticas favoráveis do ano. Segundo ele, “Tivemos um aumento de área e condições climáticas que favorecem o rendimento dessas lavouras, possibilitando uma produção recorde principalmente nas safras de milho e algodão.”

Os dados fornecidos pela CONAB também indicam um aumento na produção de outras culturas, incluindo o gergelim. Com um cenário de crescimento e otimismo, a agricultura de Mato Grosso se destaca mais uma vez como um dos pilares fundamentais do desenvolvimento econômico do país.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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