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Agronegócio

Congresso corta R$ 45 milhões do seguro rural e FPA pede suplementação de R$ 1,5 bilhão

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O Congresso Nacional aprovou o PLN 22/2023 em uma sessão conjunta da Câmara e do Senado, nesta quarta-feira (04.10), prevendo um corte de R$ 45 milhões do orçamento destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Esses recursos serão direcionados para outras despesas do Ministério da Agricultura, com o intuito de promover ações de fomento ao setor agropecuário.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se opôs a essa proposta e está buscando uma suplementação de R$ 1,5 bilhão para o PSR ainda em 2023. Anteriormente, a bancada havia reforçado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a importância de aumentar o orçamento destinado ao seguro rural.

Esse projeto foi aprovado mediante um acordo entre os ruralistas e o governo, com a promessa de que os valores cortados serão recuperados em um novo projeto que será encaminhado ao Congresso.

O orçamento inicial para o seguro rural em 2023 era de R$ 1,06 bilhão, mas apenas R$ 933 milhões foram efetivamente executados. Somando-se aos R$ 45 milhões remanejados pelo PLN 22/2023, ocorrerá também o redirecionamento de mais R$ 85 milhões para outras despesas, totalizando uma redução de quase R$ 130 milhões no orçamento do seguro rural.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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