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Agronegócio

Cooperativa “Comigo”, de Goiás, inaugura unidade de armazenamento de R$ 150 milhões

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A Cooperativa “Comigo”, com sede em Rio Verde (GO), vai inaugurar uma nova unidade armazenadora de grãos, considerada a maior do Estado, no próximo sábado (20.01). A estrutura, localizada em Mineiros, no sudoeste goiano, terá capacidade de armazenamento estático para 3,3 milhões de sacas de soja e milho.

O investimento na nova unidade foi de R$ 150 milhões, a maior parte oriunda de recursos próprios da cooperativa.

“O produtor vai ter condições, facilidade e agilidade para entregar os grãos lá, é um investimento bastante expressivo”, disse, em nota, Antonio Chavaglia, presidente do conselho de administração da cooperativa. A Comigo recebe cerca de 20% da soja produzida em Goiás.

Além de grande, a unidade tem uma das estruturas mais modernas da cooperativa, com a automatização em todos os processos de recepção e secagem de grãos. O local contará com balanças, sistema de areação, termometria e dois secadores com capacidade para 150 toneladas por hora. A aposta da Comigo é que isso ajude a agilizar o processo de recebimento dos grãos e a reduzir as filas.

A escolha do município de Mineiros para instalação da unidade deve-se ao crescimento da economia nessa região. A expectativa é que o empreendimento gere 60 postos de empregos diretos, número que poderá dobrar durante os períodos de colheita.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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