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MATO GROSSO

Corregedoria conhece projeto beneficiado com recursos do MPMT

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Durante a correição ordinária realizada na Promotoria de Justiça de Alto Garças (a 357km de Cuiabá), o corregedor-geral do Ministério Público de Mato Grosso, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, conheceu o projeto “Jiu-jítsu Educacional – Formando Cidadãos”, apoiado pela instituição por meio do Banco de Projetos e Entidades (Bapre). Na quarta-feira (287), ele visitou in loco o projeto gerido pelo Rotary Club, conhecendo as instalações, os professores e os integrantes da diretoria do clube de serviços.

Desde o início deste ano, a Coger incluiu na rotina de trabalho das correições a visita a projetos viabilizados pelo MPMT, visando fomentar a resolutividade na atuação dos membros, seguindo orientação da Corregedoria Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No decorrer do acompanhamento, são observados aspectos qualitativos e os resultados sociotransformadores alcançados. “Os integrantes da diretoria do Rotary Club relataram que a parceria com o Ministério Público de Mato Grosso tem sido essencial para a manutenção do projeto, que atualmente atende cerca de 80 crianças e adolescentes”, contou o corregedor.

Conforme o promotor de Justiça Elton Oliveira Amaral, “por meio de recursos obtidos pela atuação ministerial, foi possível a aquisição de quimonos, contratação de professores e materiais para as atividades do projeto”. Ele explica que a frequência escolar, as boas notas e a disciplina são requisitos indispensáveis para a manutenção das crianças e dos adolescentes no programa.

“O Ministério Público não mede esforços para contribuir com a sociedade aqui em Alto Garças, inclusive destinando recursos a projetos sociais como o Jiu-jítsu Educacional. E hoje pudemos apresentar a concretude desse trabalho e os resultados à Corregedoria, mostrar que investimos em iniciativas de interesse público, que empenhamos esforços e energia para que as crianças e adolescentes recebam os ensinamentos do esporte como disciplina, respeito às regras e trabalho em equipe”, argumentou o promotor de Justiça. 
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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