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POLÍTICA

Crianças de oito unidades públicas se encantam em espetáculo infantil de dança

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Crianças de todas as idades certamente conhecem a história infantil de Mirabel e a Família Madrigal, refletindo sobre união, cuidado, diálogo, liberdade e o dom de ser quem se é. E foi inspirado nessa história que o Allegro Ballet apresentou no domingo (21), em duas sessões, o espetáculo de dança “Encanto”.

Os pequeninos da plateia ficaram encantados com os movimentos e as caracterizações dos personagens! Além do público pagante, a plateia foi composta por crianças de oito creches, escolas municipais e projetos sociais do Comitê Pró Infância, que assistiram ao espetáculo gratuitamente, a partir de uma parceria entre a escola de dança, o Instituto Cultural Clélia Cambahuba e a Assembleia Social (unidade gestora do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros).

“Desde que unificamos a atuação do Teatro Zulmira Canavarros com a Assembleia Social, à época Sala da Mulher, sempre incentivamos iniciativas que promovem cidadania, por meio do acesso gratuito às produções culturais mato-grossenses”, contextualiza a superintendente da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira.

Um dos grupos era formado por 14 crianças, com idades entre 3 e 9 anos, atendidas por projetos sociais do Comitê Pró Infância. O público mirim saiu da segunda sessão em êxtase! Repetindo, quase em coro, que “foi muito legal”, destacou movimentos que chamou de “mortal” e “estrelinha”. A pequena Esther, de cinco anos, não segurou o entusiasmo e dançou muito durante a apresentação, ali mesmo no corredor do teatro.

Para Daniele Cristine de Almeida, diretora do Comitê Pró Infância, Oscip de Cuiabá, levar crianças em situação de vulnerabilidade social ao teatro permite que elas se projetem no palco e se vejam como futuras artistas. “Ter acesso a um espetáculo como esse, com outras crianças se apresentando é estimulá-los que eles também podem fazer. Foi realmente um encanto, eles estavam dançando, imitando os personagens… Isso é de uma importância absoluta, porque quem tem acesso à cultura, o desenvolvimento é outro, a visão é outra”, explicou.

“Nós, do Instituto Cultural Clélia Cambahuba, acreditamos no poder transformador da arte e, por isso, na importância da criança ter acesso à cultura. O projeto ‘Ida ao Teatro’, com parceria da Assembleia Social, tem oportunizado que muitas crianças e jovens conheçam histórias no teatro, que irão engrandecer suas almas!”, ressalta a vice-presidente do instituto, Anna Paula Cambahuba. “Nosso lema tem sido, há 15 anos, ‘a arte como ferramenta de transformação do ser humano’ e isso se dá em todos os contextos sociais!”, completou Anna Paula.


Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Telefone: (65) 3313-6876


Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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