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POLÍTICA

CST Invasão Zero ouve entidades no combate a apropriação de terras

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A Câmara Setorial Temática (CST) Invasão Zero realizou a primeira reunião de trabalho nesta segunda-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), para discutir ações voltadas ao tema. O presidente da CST, deputado Gilberto Cattani (PL), ouviu entidades públicas e privadas e representantes do agronegócio. O objetivo da CST é levantar informações que servirão como base para o relatório que será apresentado ao final dos encontros, com possíveis ações para garantir o direito à propriedade dentro do estado.

“Queremos ouvir instituições públicas e privadas, governo e o setor agro e transformar ideias em projetos de lei, como as que foram sugeridas hoje aqui. Criar um programa estadual permanente, seja por meio de uma secretaria especializada ou uma de delegacia que promovam initerruptamente o combate a invasão de terras”.

O parlamentar salientou também que o propósito da ALMT é o mesmo do governador do estado. “Não vamos aceitar que o produtor rural possa perder o direito de propriedade. É uma humilhação, um crime, porque a pessoa produz a vida toda para, no final da sua vida, às vezes, perder a sua propriedade por conta de invasores. Tolerância zero para esse assunto”. 

O deputado Cattani disse ainda que “o movimento Invasão Zero em Mato Grosso segue o mesmo modelo do estado da Bahia, onde produtores rurais se uniram ao poder público no combate a esses crimes. Toda invasão de propriedade é prejudicial, inclusive para reforma agrária”.

Cattani acrescentou ainda que “o maior inimigo da reforma agrária é quem invade terra, porque na legislação, na cláusula sexta, está especificado que uma área que for invadida com esbulho possessório (quando alguém perde a posse ou a propriedade sobre algum bem sem haver concordado com a situação de desapropriação), não serve mais para ser desocupada”.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel Fernando Tinoco, afirmou que o governo vem atuando com as forças de segurança para coibir ocupações indevidas em Mato Grosso.

“Recebemos a determinação do governador Mauro Mendes, do secretário de segurança coronel Roveri, para que o homem do campo tenha garantia e tranquilidade para produzir, sem que seja surpreendido com ocupações ilegais. Estamos trabalhando de forma integrada e realizando várias ações no sentido de garantir a ordem pública na  zona rural”, destacou Tinoco.

De acordo com o coronel, somente esse ano, 12 ações integradas evitaram ocupações ilegais em Mato Grosso. “Cabe ressaltar que o governador está investindo no patrulhamento rural que é realizado pela polícia militar em todos os municípios. Temos também o programa Vigia Mais MT. São 15 mil câmeras em que a inserção da inteligência artificial está em benefício da segurança pública, e na qualidade de vida da população mato-grossense”, complementou o militar.

Também participaram da reunião, o deputado Chico Guarnieri (PTB), representantes da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT), Fórum Mato-Grossense da Agropecuária, Fórum Mato-Grossense da Agropecuária e demais convidados do setor agro.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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