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MATO GROSSO

Doação do Judiciário fortalece trabalho da Ampara no fomento à adoção de crianças e adolescentes

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A Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção – Ampara é um grupo de apoio à adoção que já ajudou milhares de famílias a encontrarem por meio da adoção a sua completude. O trabalho é feito com a oferta de um curso preparatório exigido das pessoas que pretendem adotar, o chamado Pré-Natal da Adoção, e também com ações de conscientização junto à sociedade.
Representante da Ampara e juíza Maria Rosi de Meira Borba seguram cheque gigante simbólico no valor de 40 mil reais em evento de entrega de recursos do Jecrim para instituições filantrópicas.Por se tratar de uma organização social sem fins lucrativos, todo serviço é prestado por voluntários, de forma gratuita, e viabilizado por recursos oriundos de parcerias, doações, vendas ou editais. E foi por meio de um edital do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Cuiabá que a Ampara recebeu o valor de R$ 40.112,30, resultante de transações penais homologadas pela Justiça. Neste ano, 10 instituições que prestam relevante serviço social à população foram beneficiadas, totalizando R$ 720 mil.
A imagem mostra a presidente da Ampara. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos longos, lisos e escuros, olhos escuros e usa óculos de grau, com armação preta. Ela está vestindo uma blusa branca e usa um colar curto de perólas. Está sorrindoA presidente da Ampara, Daisy Anne Marklew Guilem, explica que o recurso recebido do Judiciário possibilitará colocar em prática o projeto “Ampara na Comunidade”, que terá duração de seis meses e visa levar informação sobre adoção a diversos espaços e instituições da capital, como faculdades de Direito, de Pedagogia, Serviço Social, Psicologia, grupos de bairros, igrejas, entre outros.
“Queremos levar esse diálogo sobre a importância da adoção e desmistificar imaginários repletos de preconceitos. Vamos levar rodas de conversas para lugares onde, muitas vezes, nem têm o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) na sua estrutura pedagógica, levar essa contextualização para os profissionais em formação. Vamos a faculdades, igrejas, comunidades de bairros, onde quer que haja abertura para o diálogo. Esse recurso chega num momento muito importante e vai nos ajudar a ir nesses ambientes para falar sobre adoção, sobre essa nova cultura do respeito, da legitimidade, do pertencimento”, afirma a presidente da Ampara.
Esta é a segunda vez que a ONG é contemplada com recursos oriundos de penas pecuniárias. “A gente também participou do edital no ano retrasado e conseguimos desenvolver o projeto ‘Ampara na Estrada’, que percorreu 10 municípios para levar informações sobre o passo a passo da adoção. Conseguimos ampliar a discussão sobre o tempo dos processos junto à rede de proteção – CRAS, CREAS, equipes das Casas Lares, membros do Judiciário – por meio de palestras, o que só foi possível porque tínhamos recursos”, destaca Daisy Guilem.
Segundo ela, o trabalho de conscientização é muito importante porque ainda há muitos mitos em torno do tema adoção. “Muitas pessoas têm medo de ter essa filiação e ela vir a causar problemas, que traga questões de filhos problemáticos ou que essa filiação não seja legitimada pela sociedade. Muitas ainda acham que só podem adotar bebês e não sabem que é totalmente possível adotar uma criança de idade maior e ela ser inserida na família. Precisamos tirar essa ideia da cabeça das pessoas para que elas venham a se abrir para a adoção. A gente desmistifica aquela coisa da adoção escondida, que tinha muito antigamente. E é interessante que em todo curso a gente descobre um tanto de gente que vem de uma filiação adotiva não formalizada por conta dos medos que existem”, pontua Daisy.
A presidente da Ampara lembra que o Poder Judiciário de Mato Grosso é um dos principais parceiros da instituição, cedendo uma sala no Tribunal de Justiça, onde funciona a sede da organização, além da estrutura da Escola dos Servidores para a realização do curso preparatório Pré-Natal da Adoção.
Ampara – A Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção é um grupo de apoio à adoção formado por voluntários, com o objetivo de divulgar, orientar e transmitir informações sobre adoção visando promover o direito que todas as crianças e adolescentes têm de viver em família, assim como possibilitar que as famílias tenham acesso às condições necessárias para cuidar de seus filhos com dignidade.
É legalmente reconhecida como uma entidade sem fins lucrativos, constituída em 5 de março de 2009, e possui declaração de utilidade pública pela Lei municipal nº 5.379/2010 e pela Lei estadual nº 9.621/2011.
Dentre as atividades desenvolvidas pela Ampara, está o curso preparatório exigido pela Lei nº 12.010/2009 para as pessoas que pretendem adotar, chamado Pré-Natal de Adoção. Também são realizados encontros mensais com temas de interesse de pretendentes à adoção e das famílias adotivas, por meio do Grupo Reflexivo e do Pós Adoção, respectivamente. Tudo isso é feito de forma gratuita e voluntária. Saiba mais acessando o site da Ampara ou entre em contato pelo telefone 65 99922-0778.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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