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MATO GROSSO

Doações ajudam instituições como Seara de Luz a garantir creche e abrigo para idosos

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Foto horizontal colorida que mostra o pátio da creche Nina Zaque repleto de brinquedos como escorregador, bicicletas, motoquinhas.É no final do bairro Colina Verde (região do Osmar Cabral), na periferia de Cuiabá, em um terreno de 20 mil metros quadrados, cercado pela natureza e com um ambiente acolhedor, que a instituição filantrópica Obras Sociais Seara de Luz abre suas portas para receber e ajudar as comunidades dos bairros do entorno, como Jardim Liberdade, Colina Verde, São João Del Rey, Osmar Cabral, Novo Milênio, Jardim Fortaleza e Santa Laura, por meio de projetos sociais, como a Creche Nina Zaque e a Vila de Luz.
A Creche Nina Zaque atende gratuitamente a 80 crianças de 1 ano a 3 anos e 11 meses, das 6h às 18h, com quatro refeições por dia. A diretora da unidade escolar, Katiannie Alves Silva explica que o local oferece aos pais e responsáveis um lugar seguro para deixar suas crianças e poderem trabalhar. “Todo nosso trabalho é acompanhado com planejamento, recursos didáticos, com profissionais que fazem as atividades em cima do projeto voltado para a primeira infância”.
Foto horizontal colorida que mostra em primeiro plano uma casa da Vila de Luz, com outra casa ao fundo. Uma professora e um grupo de alunos andam em fila indiana em frente à casa, que é rodeada por grama e plantas.A Vila de Luz consiste em um conjunto de casas aconchegantes e mobiliadas, onde vivem dois idosos por casa, sendo nove acolhidos no total. Além de moradia, eles recebem, gratuitamente, alimentação balanceada, acompanhamento por médico, educadora física, nutricionista, entre outros serviços que garantem sua qualidade de vida. O local está em obras para construção de novas casas, visando aumentar a capacidade de atendimento para 40 idosos.
Foto horizontal colorida que mostra a idosa Maria sentada em uma cadeira de rodas, sorrindo para a foto e segurando flores. Ela usa um vestido rosa. Ao lado dela há um menininho de 3 anos de idade, segurando flores.Dona Maria da Silva Souza, 94 anos, é uma cearense que chegou em Mato Grosso em 1981. No entanto, situações adversas da vida a levaram a ficar sozinha e, em setembro de 2024, foi acolhida na Vila de Luz. “Eu me sinto muito bem aqui. Graças a Deus, fui muito bem apoiada, me sinto muito feliz e estou bem. Não me falta nada”, afirma.
Diariamente, as crianças da Creche Nina Zaque visitam os idosos da Vila de Luz. Contato que gera conexão entre gerações, demonstrações de respeito e carinho na simplicidade, como o ato de pedir a bênção. “Não tenho nenhum parente de sangue no estado, mas tem as crianças que vêm me consolar e eu me sinto muito feliz”, relata dona Maria da Silva.
Foto horizontal em plano fechado que mostra a diretora da creche Nina Zaque, Katieannie Alves Silva. Ela é uma mulher negra, de cabelos pretos, longos e lisos, olhos pretos, usando tiara colorida e camiseta amarela.Para a diretora da Creche Nina Zaque, Katiannie Alves Silva, essa conexão entre as crianças e os idosos é uma experiência muito importante, tanto para os abrigados, quanto para os profissionais da Educação. “A criança nos transmite alegria com sorriso, com gestos, em todo esse processo com os nossos idosos”, afirma.
A educadora ressalta que tudo isso é possível graças às parcerias que sustentam as Obras Sociais Seara de Luz. “As parcerias que a gente recebe nos fortalecem cada vez mais, desenvolvendo esse trabalho com os nossos pequenos e com os nossos idosos”, destaca Katiannie.
Além do atendimento às crianças e aos idosos, a Seara de Luz também oferece oportunidades para jovens e adultos, por meio de ações educativas e culturais, como aulas de reforço, esportes, cursos livres, doação de 100 cestas básicas por semana para pessoas em situação de vulnerabilidade social. O trabalho é conduzido com seriedade e zelo por quase 40 funcionários e mais de 200 voluntários.
Foto horizontal que mostra a presidente das Obras Sociais Seara de Luz, Elione Fátima, em uma oficina de costura. Ela é uma mulher branca, se cabelos castanhos na altura dos ombros, usando camiseta amarela com a frase A presidente das Obras Sociais Seara de Luz, Elione Fátima de Almeida Santos, ressalta a importância das colaborações recebidas, tanto de pessoas, quanto de instituições, para a continuidade dos serviços disponibilizados à população vulnerável. “Para esses projetos, nós buscamos parceiros porque o apoio, para nós, é vital! É um oxigênio para esta obra. O Tribunal de Justiça é um parceiro de primeira hora porque, com a parceira do TJ, é que a gente conseguiu viabilizar as casinhas, a creche Nina Zaque, que são projetos essenciais para essa comunidade carente”, afirma.
Importância das doações
Foto horizontal colorida que mostra uma sala de aula da creche Nina Zaque com várias crianças e três professoras sentadas em círculo, sobre tatames coloridos no chão.Qualquer pessoa interessada pode contribuir para a continuidade dos projetos desenvolvidos pelas Obras Sociais Seara de Luz. Uma das formas é por meio da destinação de até 6% do Imposto de Renda para a instituição filantrópica. É possível dividir essa contribuição em 3% para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Do Adolescente e os outros 3% para o Fundo Municipal do Idoso.
Arte gráfica com fundo claro e ilustração de leão sorridente em pé. Texto “Projeto Leãozinho” aparece ao lado. Estilo infantil, cores suaves e layout simples.O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Projeto Leãozinho, incentiva magistrados (as), servidores (as), aposentados (as) e pensionistas a adotarem esse gesto de solidariedade.
Ao aderir ao Projeto Leãozinho, o contribuinte garante que recursos que já seriam pagos à Receita Federal sejam destinados a algum projeto social de sua confiança. E isso não gera qualquer custo adicional. O prazo para declaração do Imposto de Renda 2026 vai até o dia 29 de maio.
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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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