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MATO GROSSO

“É uma nova chance de vida que estou tendo”, afirma vítima de violência acolhida pela Patrulha Maria da Penha

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Luciana*, é uma mulher independente, e que decidiu iniciar um relacionamento amoroso cercada de muitas expectativas, recebendo carinho e atenção a todo tempo de seu companheiro. Mas o que a moradora de Várzea Grande não imaginava é que toda a normalidade da relação se transformaria tão rapidamente em um ambiente de extrema violência, sofrimento e sentimento de vergonha.

“No começo eram mil maravilhas, depois de meses começaram os xingamentos, e depois agressões, chutes, socos no meu corpo. Eu sofria calada, tinha preconceito de ser uma mulher que apanha do marido, escondia os roxos na pele com roupas e não conversava com ninguém, até o dia em que decidi que não queria mais isso para minha vida”, relata, em seu desabafo.

Ela é uma das 7.159 mulheres vítimas de violência doméstica que foram amparadas pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar de Mato Grosso, no ano de 2025, e complementa que conseguiu dar sozinha o primeiro passo da denúncia e que não desistiu mesmo após sofrer uma nova violência do agressor.

“Liguei 190, primeiramente, ele conseguiu fugir e fui violentada novamente. Mas persisti, fui até uma delegacia, denunciei, e dias depois ele foi preso pela Patrulha Maria da Penha. Senti um grande alívio, todos ali me acolheram positivamente, fui abraçada pela Polícia Militar. É uma nova chance de vida que estou tendo, meu maior sonho é ser feliz e só tenho a agradecer a todos que me acolheram”, destaca.

O número de atendimentos em 2025 é 26,3% maior quando comparado ao ano de 2024, quando 5.670 mulheres foram assistidas pelo programa. Desde 2019, quando foi implantada pela Polícia Militar, a Patrulha Maria da Penha acolheu 29.270 mulheres.

Inicialmente com apenas dois municípios participantes e efetivo de oito policiais, a patrulha está, atualmente, em 111 cidades de Mato Grosso, dentro de 45 núcleos próprios, em todos os 15 Comandos Regionais da PM. A iniciativa também conta com 209 policiais militares próprios para o programa, sendo 72 policiais mulheres.


“Enviados por Deus que me tiraram dessa violência”

A história de Marta* também poderia ter um final diferente se não fosse a chegada da Patrulha Maria da Penha em sua vida. A manicure sofreu por longos anos todos os tipos de violência de seu esposo, não conseguindo manter relações cordiais com amigos e família, até decidir, por conta própria, fazer uma denúncia.

“Sofria muitas agressões verbais e psicológicas do marido, não podia receber o carinho da família, dos meus irmãos e ir aos lugares desacompanhada. Trabalhava como manicure, mas era a todo tempo observada pelo marido e sempre fui xingada quando qualquer homem falava comigo, por qualquer assunto”, detalha.

Cansada de tanta violência, ela tentou se separar do marido, mas enquanto viviam na mesma residência, Marta* continuou a ser ameaçada e sofria maus-tratos do homem, dentro de sua própria casa. “Fui atrás dos meus direitos, fui na delegacia, registrei um boletim de ocorrência, pedi medida protetiva, comprovei tudo por fotos e vídeos, e foi quando entrou a Patrulha Maria da Penha em minha vida”, explica.

“A Patrulha veio na minha casa, perguntaram se a medida estava sendo respeitada, me explicaram sobre todos os procedimentos e o funcionamento do botão do pânico. Eu fui abençoada pela Patrulha Maria da Penha, com policiais atenciosos, que se dedicaram a dar atenção para mim e meu caso. Foram enviados por Deus em minha vida, foram amigos e conselheiros, que me tiraram de toda essa violência”, conta a vítima.

Ainda em 2025, a Patrulha Maria da Penha atendeu a 8.392 Medidas Protetivas de Urgência (MPU) e realizou 12.553 visitas solidárias às vítimas atendidas. A tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PMMT, onde o programa está inserido, destaca que a patrulha também é responsável por uma rede de atendimento com assistência psicológica, jurídica e social, para o acolhimento completo das vítimas.

“A Patrulha Maria da Penha cuida individualmente de todas essas mulheres e seus pedidos de ajuda, por meio das medidas protetivas, onde estamos incansavelmente lutando para garantir a segurança dessas vítimas. Nós buscamos devolver a dignidade a essa mulher que foi vítima de violência e restabelecer sua independência para que ela possa sair desse ciclo. A violência doméstica é um crime grave, que deve ser denunciado, não somente pelas vítimas, mas por toda pessoa de bem que identifique uma situação de crime. É isso que estamos buscando diariamente por meio do nosso programa”, ressalta a tenente-coronel.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, enfatiza que o programa tem obtido grandes resultados na segurança pública graças aos investimentos realizados pelo Governo do Estado. O coronel também reforça que a Patrulha Maria da Penha também está com trabalho ostensivo, alinhado para atender todas as denúncias de violência doméstica em flagrante.

“São mais de R$ 2,3 milhões que foram investidos neste programa que, em algumas cidades, possui sedes próprias e viaturas específicas para o atendimento e patrulhamento. Desde o ano passado, com o aporte da primeira-dama Virgínia Mendes, nossos policiais estão sendo extra remunerados para o atendimento de ocorrências de violência doméstica, interceptando situações e evitando que tragédias ocorram. Isso só reforça o nosso compromisso de combater o crime e dar pronta resposta a todo atendimento de violência contra a mulher, além de fazer o acolhimento e amparo imediato a essa vítima, interrompendo esse ciclo de violência em nosso Estado”, finaliza o comandante-geral.

*Nomes fictícios para preservar a identidade das vítimas

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Estudantes podem se inscrever para 18º Olimpíada Nacional em História do Brasil até 24 de abril

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Os estudantes dos 7º, 8º e 9º anos e Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino podem se inscrever para a 18º Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) até o dia 24 de abril. O evento é uma competição que busca promover o desenvolvimento do pensamento histórico, crítico e investigativo dos estudantes.

A ONHB se destaca por adotar uma abordagem inovadora no ensino de História, sendo baseada na análise e interpretação de diferentes tipos de fontes históricas, como documentos escritos, imagens, mapas, charges e outros registros culturais.

Com o objetivo de ser uma ação formativa que estimula os competidores a refletirem sobre a História do Brasil, a olimpíada contribui diretamente para a formação de estudantes mais conscientes, analíticos e preparados para compreenderem a sociedade contemporânea.

O evento é estruturado em fases, que são realizadas majoritariamente de forma online, onde os participantes são desafiados a resolver questões que exigem interpretação, argumentação e articulação de conhecimentos históricos.

Inscrições

As inscrições são realizadas de forma online no site da olimpíada. Os alunos de escolas públicas estão isentos de pagamento de taxa de inscrição.

A participação ocorre por meio de equipes compostas por três estudantes e um professor orientador, que é o responsável por acompanhar e mediar o processo de aprendizagem.

Premiação

A divulgação dos estudantes, professores e equipes premiadas será feita pela Comissão Organizadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), de acordo com o calendário oficial do evento. O resultado sairá no site oficial da olimpíada.

A premiação consiste na concessão de medalhas de ouro, prata e bronze, distribuídas conforme o desempenho das equipes e proporcionalmente ao número de participantes por nível de ensino.

As escolas das equipes medalhistas também recebem troféus correspondentes às medalhas conquistadas. As demais equipes finalistas, bem como seus estudantes e professores, recebem medalha de participação, denominada “medalha de cristal”, além de certificados.

18º Olimpíada Nacional em História do Brasil

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão desenvolvido pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto conta com participação de docentes, alunos de pós-graduação e de graduação.

Cronograma

Inscrições – 15 de fevereiro a 24 de abril

Montagem das Equipes – 20 de fevereiro a 01 de maio de 2026

Primeira fase – 04/05/2026 a 09/05/2026

Segunda fase – 11/05/2026 a 16/05/2026

Terceira fase – 18/05/2026 a 23/05/2026

Quarta fase – 25/05/2026 a 30/05/2026

Quinta fase (final estadual e semi-final nacional) – 08/06/2026 a 13/06/2026

Divulgação do nome das equipes selecionadas para a Fase 6 (Final Nacional Presencial) pela Comissão Organizadora – 19/06/2026

Divulgação do nome das equipes Medalhistas Estaduais – 26/06/2026

Final Presencial – 29/08/2026

Cerimônia de Premiação – 30/08/2026

Fonte: Governo MT – MT

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