“Não é tão simples assim ter uma arma de fogo. Não se pode ter problemas com a polícia nem com a Justiça, é necessário ter uma idade mínima. No Brasil, é preciso até fazer um teste prático de disparo. Então, avançar na liberação de armas de fogo para os cidadãos significa dar condições para que tenham legítima defesa, para que não sejam massacrados”, dizia Eduardo em entrevista ao vivo para a rede televisiva C5N, quando foi interrompido.
Os jornalistas que estavam no estúdio pediram para que a entrevista, que acontecia na rua, fosse cortada. “Obrigado, Mariano [nome do repórter que entrevistava Eduardo na rua]. Muito generosa a Argentina e os argentinos para receber esse tipo de gente”, disse o apresentador, enquanto a imagem de Eduardo era retirada do ar.
Em seguida, a outra apresentadora sugeriu que um segundo repórter fosse chamado ao ar, mudando de assunto. O apresentador, então, completou: “É por isso que os brasileiros, com lógica, tiraram seu pai [Jair Bolsonaro] do poder, felizmente”.
🇦🇷 ELEIÇÕES ARGENTINAS: Deputado Eduardo Bolsonaro é retirado do ar em TV na Argentina ao defender porte de armas. pic.twitter.com/xbZmhRgJoc
Eduardo Bolsonaro esteve em Buenos Aires, na Argentina, neste domingo (22) para apoiar a campanha do candidato ultraliberal Javier Milei. Eduardo se reuniu com a candidata à vice-presidente na chapa com Milei, Victoria Villarruel, e outros políticos no almoço.
Mais tarde, Eduardo usou as redes sociais para comemorar a ida de Milei ao segundo turno das eleições.
“Em 3 anos foi construído um movimento espontâneo, do tipo que não paga manifestantes para irem as ruas. Coisa linda. E certamente Milei entra neste 2º turno como favorito”, escreveu ele.
No primeiro turno das eleições argentinas, que aconteceu neste domingo, Massa ficou com 36,33% dos votos, contra 30,18% de Milei. Ambos se enfrentam no segundo turno, que acontecerá no dia 19 de novembro.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.