“Não é tão simples assim ter uma arma de fogo. Não se pode ter problemas com a polícia nem com a Justiça, é necessário ter uma idade mínima. No Brasil, é preciso até fazer um teste prático de disparo. Então, avançar na liberação de armas de fogo para os cidadãos significa dar condições para que tenham legítima defesa, para que não sejam massacrados”, dizia Eduardo em entrevista ao vivo para a rede televisiva C5N, quando foi interrompido.
Os jornalistas que estavam no estúdio pediram para que a entrevista, que acontecia na rua, fosse cortada. “Obrigado, Mariano [nome do repórter que entrevistava Eduardo na rua]. Muito generosa a Argentina e os argentinos para receber esse tipo de gente”, disse o apresentador, enquanto a imagem de Eduardo era retirada do ar.
Em seguida, a outra apresentadora sugeriu que um segundo repórter fosse chamado ao ar, mudando de assunto. O apresentador, então, completou: “É por isso que os brasileiros, com lógica, tiraram seu pai [Jair Bolsonaro] do poder, felizmente”.
ELEIÇÕES ARGENTINAS: Deputado Eduardo Bolsonaro é retirado do ar em TV na Argentina ao defender porte de armas. pic.twitter.com/xbZmhRgJoc
Eduardo Bolsonaro esteve em Buenos Aires, na Argentina, neste domingo (22) para apoiar a campanha do candidato ultraliberal Javier Milei. Eduardo se reuniu com a candidata à vice-presidente na chapa com Milei, Victoria Villarruel, e outros políticos no almoço.
Mais tarde, Eduardo usou as redes sociais para comemorar a ida de Milei ao segundo turno das eleições.
“Em 3 anos foi construído um movimento espontâneo, do tipo que não paga manifestantes para irem as ruas. Coisa linda. E certamente Milei entra neste 2º turno como favorito”, escreveu ele.
No primeiro turno das eleições argentinas, que aconteceu neste domingo, Massa ficou com 36,33% dos votos, contra 30,18% de Milei. Ambos se enfrentam no segundo turno, que acontecerá no dia 19 de novembro.