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MATO GROSSO

Educação estadual: Judiciário inicia formação de 100 novos facilitadores em Justiça Restaurativa

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) realizou na sexta-feira, 13.02, a Aula Magna do Programa de Formação em Justiça Restaurativa, que marca o início da formação de 100 novos facilitadores das equipes psicossociais da rede estadual de ensino. As atividades ocorreram das 8h às 18h, na sede da Escola dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso “Des. Atahíde Monteiro da Silva”.
Com a nova turma, a parceria alcança, em menos de quatro meses, a marca de 225 novos facilitadores formados. Em novembro de 2025, Nugjur e Seduc já haviam atuado na formação de 125 profissionais, oriundos de 57 municípios do estado.
O público-alvo desta etapa é composto por assistentes sociais e psicólogos das 40 equipes psicossociais que atendem 139 escolas estaduais nos 11 municípios que integram a Diretoria Metropolitana de Educação (DME): Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger, Chapada dos Guimarães, Acorizal, Poconé, Barão de Melgaço, Nova Brasilândia, Planalto da Serra e Jangada.
O resultado amplia a presença das práticas restaurativas e impacta diretamente a ambiência escolar de 68 municípios mato-grossenses, fortalecendo a cultura de diálogo, prevenção de conflitos e cuidado com as relações no ambiente educacional. A formação em Círculos de Construção de Paz não só amplia a capacidade desses profissionais de transformar situações de conflito em processos coletivos de escuta, responsabilização e reparação, como fortalece vínculos, estimula o diálogo e contribui para respostas mais preventivas às demandas do cotidiano escolar.
Vinculada à Coordenadoria de Gestão Escolar e de Rede (Coger), a DME é responsável pelo acompanhamento e fortalecimento das unidades escolares. Nesse contexto, as equipes psicossociais desempenham papel estratégico na promoção do bem-estar, da aprendizagem e de uma convivência escolar saudável, atuando de forma integrada às dimensões pedagógica, social e de gestão.
O coordenador adjunto do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), juiz Luís Otávio Pereira Marques, destacou que a ampliação da parceria com a Seduc representa um investimento direto na cultura de paz dentro das escolas estaduais.
“Há alguns anos firmamos esse termo de cooperação entre o Poder Judiciário, por meio do Nugjur, e a Seduc, possibilitando outras ações já desenvolvidas, e que agora resultada na formação de aproximadamente 225 facilitadores. Esse curso representa um investimento direto na cultura da paz nas escolas. Esses profissionais já acolhem os alunos e atuam como mediadores de conflitos no ambiente escolar. Com essa formação, passam a ter um instrumento a mais para transformar tensões em diálogo, em responsabilização e, inclusive, na reconstrução de vínculos.”
Na avaliação da líder do Núcleo de Mediação Escolar da Seduc, Patrícia Carvalho, a formação fortalece o desenvolvimento socioemocional dos estudantes e impacta diretamente o processo de aprendizagem.
“Já tem alguns anos que desenvolvemos, junto com o Tribunal de Justiça, essa parceria de muito sucesso, que é a Justiça Restaurativa no contexto escolar. O Tribunal nos proporciona as formações e nós orientamos as unidades escolares a desenvolverem as práticas restaurativas. Entendemos a tecnologia dos círculos de construção de paz como uma ferramenta muito potente no desenvolvimento socioemocional dos nossos estudantes. Crianças que sabem gerenciar melhor seus conflitos e frustrações acabam aprendendo mais, com maior eficiência. O círculo potencializa esse momento de fala e de escuta, melhora as relações e, assim, a aprendizagem.”
Já a psicóloga da Coordenadoria de Gestão Escolar e de Rede (Coger), Júlia Gabrielli Moraes, avalia que a formação amplia as possibilidades de atuação das equipes no cotidiano escolar.
“Pensar nessa parceria é pensar em um incremento ao nosso trabalho. Nós já desenvolvemos ações voltadas à regulação emocional, à escuta qualificada e ao acolhimento dos estudantes. A escola é um ambiente vivo, onde muita coisa acontece. Essa capacitação traz novas possibilidades, ajuda a pensar ações e estratégias para que nosso trabalho seja cada vez mais voltado a relações saudáveis e ao cuidado com as crianças.”
Com o tema “Justiça Restaurativa e Educação: Estratégias para o cotidiano escolar”, a palestra conduzida pelo assessor de Relações Institucionais e instrutor do Nugjur, Rauny Viana, foi um convite à reflexão sobre as práticas do dia a dia nas escolas. Em tom próximo e provocativo, ele instigou os participantes a repensarem a maneira como lidam com conflitos, responsabilização e convivência no ambiente escolar.
Ao falar sobre a transição da cultura do medo para a cultura de paz, Rauny destacou que a Justiça Restaurativa não substitui regras ou disciplina, mas amplia a forma de enxergar as situações, oferecendo caminhos mais conscientes e humanos para lidar com elas. Perguntar antes de concluir, ouvir antes de rotular e criar espaços seguros de diálogo são atitudes que, segundo ele, mudam o clima da escola e fortalecem vínculos.
“A Justiça Restaurativa parte do entendimento de que a sabedoria coletiva é maior do que a individual. Não se trata de deixar de fazer o que já fazemos, mas de fazer diferente. É perguntar não apenas quem errou, mas o que precisa ser reparado. A cultura de paz não é discurso; é prática diária. E cada um de vocês, no espaço onde atua, tem o poder de mudar realidades quando decide ouvir para compreender. Porque os bons relacionamentos nos salvam, e é na escuta que a transformação começa”, afirmou Rauny.
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 01: Imagem horizontal colorida do público que participou da aula magna na Escola dos Servidores do Poder Judiciário. À frente, o coordenador adjunto do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa, juiz Luís Otávio Pereira Marques dás as boas-vindas aos participantes. Ele veste terno escuro está posicionado no centro da sala e segura um microfone enquanto fala com o público. Foto 02: O juiz Luís Otávio Pereira Marques concede entrevista à TV Jus. Foto 03: A líder do Núcleo de Mediação Escolar da Secretaria de Estado de Educação, Patrícia Carvalho, ela tem cabelos longos ondulados em tom castanho-avermelhado, usa óculos de armação estampada e blusa listrada em azul, branco e marrom. Foto 04: A psicóloga da Secretaria de Educação, Júlia Gabrielli Moraes, ela usa o cabelo preso em coque alto cacheado, e vestido em tom bege com estampa floral. Foto 05: O instrutor do Núcleo de Justiça Restaurativa, Rauny Viana, ele veste camisa clara e calça azul e fala em pé diante de uma turma sentada.

Autor: Naiara Martins

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa – NugJur

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Estudantes podem se inscrever para 18º Olimpíada Nacional em História do Brasil até 24 de abril

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Os estudantes dos 7º, 8º e 9º anos e Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino podem se inscrever para a 18º Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) até o dia 24 de abril. O evento é uma competição que busca promover o desenvolvimento do pensamento histórico, crítico e investigativo dos estudantes.

A ONHB se destaca por adotar uma abordagem inovadora no ensino de História, sendo baseada na análise e interpretação de diferentes tipos de fontes históricas, como documentos escritos, imagens, mapas, charges e outros registros culturais.

Com o objetivo de ser uma ação formativa que estimula os competidores a refletirem sobre a História do Brasil, a olimpíada contribui diretamente para a formação de estudantes mais conscientes, analíticos e preparados para compreenderem a sociedade contemporânea.

O evento é estruturado em fases, que são realizadas majoritariamente de forma online, onde os participantes são desafiados a resolver questões que exigem interpretação, argumentação e articulação de conhecimentos históricos.

Inscrições

As inscrições são realizadas de forma online no site da olimpíada. Os alunos de escolas públicas estão isentos de pagamento de taxa de inscrição.

A participação ocorre por meio de equipes compostas por três estudantes e um professor orientador, que é o responsável por acompanhar e mediar o processo de aprendizagem.

Premiação

A divulgação dos estudantes, professores e equipes premiadas será feita pela Comissão Organizadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), de acordo com o calendário oficial do evento. O resultado sairá no site oficial da olimpíada.

A premiação consiste na concessão de medalhas de ouro, prata e bronze, distribuídas conforme o desempenho das equipes e proporcionalmente ao número de participantes por nível de ensino.

As escolas das equipes medalhistas também recebem troféus correspondentes às medalhas conquistadas. As demais equipes finalistas, bem como seus estudantes e professores, recebem medalha de participação, denominada “medalha de cristal”, além de certificados.

18º Olimpíada Nacional em História do Brasil

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão desenvolvido pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto conta com participação de docentes, alunos de pós-graduação e de graduação.

Cronograma

Inscrições – 15 de fevereiro a 24 de abril

Montagem das Equipes – 20 de fevereiro a 01 de maio de 2026

Primeira fase – 04/05/2026 a 09/05/2026

Segunda fase – 11/05/2026 a 16/05/2026

Terceira fase – 18/05/2026 a 23/05/2026

Quarta fase – 25/05/2026 a 30/05/2026

Quinta fase (final estadual e semi-final nacional) – 08/06/2026 a 13/06/2026

Divulgação do nome das equipes selecionadas para a Fase 6 (Final Nacional Presencial) pela Comissão Organizadora – 19/06/2026

Divulgação do nome das equipes Medalhistas Estaduais – 26/06/2026

Final Presencial – 29/08/2026

Cerimônia de Premiação – 30/08/2026

Fonte: Governo MT – MT

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