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MATO GROSSO

Empaer ministra palestra e mostra na prática como fazer compostagem com resíduos orgânicos

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O Projeto Rural Sustentável-Cerrado (PRS), em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), realizou um Dia de Campo sobre compostagem no Assentamento Rural Bojuí, no município de Diamantino (208 km a Médio-Norte de Cuiabá). O evento aconteceu no Recanto Sonho Meu, na área da agricultora Normilda Silva, e contou com a participação de 40 pessoas, entre agricultores familiares, estudantes, representantes da Secretaria Municipal de Agricultura e professores da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de MT (Secitec).

A engenheira agrônoma da Empaer, Josivanny Oliveira Santos Cocco, ministrou uma palestra e fez uma Demonstração de Métodos (DM) sobre compostagem com resíduos orgânicos e utilizou bagaço de cana, esterco de gado, cascas e sobras de frutas e verduras, palha de soja e outros. Ela explica que mostrou na prática aos participantes a maneira de como montar a leira de compostagem com resíduos. Colocou em camadas, alternando fontes de carbono (galhos, folhas secas e etc) com fonte de nitrogênio (estercos), intercalando os materiais escolhidos. A adubação pode ser usada em covas ou sulcos para hortaliças e frutíferas.

O agricultor Clausemilson dos Santos Roque, filho da produtora Normilda, separou todo material orgânico para ser usado durante a DM. Ele agradeceu a oportunidade de realizar um Dia de Campo na propriedade da família e enfatizou a importância das capacitações e da participação dos agricultores nestes eventos. “Eu já fiz compostagem, mas hoje eu estou aprimorando meu conhecimento. Olha o tanto de material que podemos aproveitar dentro da propriedade. Isso reduz os custos e melhora a produção”, comenta Clausemilson.

A adubação pode ser usada em covas ou sulcos para hortaliças e frutíferas.

Conforme Josivanny, as capacitações fazem parte das etapas do PRS-Cerrado e tem como objetivo reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos e médios produtores no bioma Cerrado, promovendo a adoção de tecnologias produtivas de baixa emissão de carbono. O projeto é financiado por Cooperação Técnica aprovada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com recursos oriundos do Financiamento Internacional do Clima do Governo do Reino Unido, tendo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como beneficiário institucional. O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) é o responsável pela execução e administração do projeto.

“A Empaer vem trabalhando em parceria com o PRS – Cerrado por meio de monitoramento na microrregião III do IABS, Estela Maria Boscov desde 2020. A equipe local de Diamantino ajudou na divulgação e cadastramento dos agricultores e organizações sócio produtivas. Desde então já foram realizados cinco Dias de Campo em propriedades dos Assentamentos Caeté e Bojuí e em todos houve participação dos técnicos da empresa” relatou Josivanny.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

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A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

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