Nas redes sociais, Noboa disse que o governo não vai “negociar com terroristas”e que não vai “descansar até devolver a paz” aos equatorianos.
“O que estamos vendo nas prisões do país é resultado da nossa decisão de enfrentar [os criminosos]”, afirmou, dizendo que sua gestão está tomando medidas para “recuperar o controle dos centros de privação de liberdade, que se perdeu ao longo dos últimos anos”.
O estado de exceção decretado vale por 60 dias e faz com que as Forças Armadas possam ajudar no trabalho da polícia do país. Enquanto estiver vigente, haverá toque de recolher das 23h às 5h, além de restrições, como ao direito de reunião e à privacidade de domicílio e de correspondência. Ou seja, não é necessária uma ordem judicial para que as autoridades entrem nas casas das pessoas.
Nesta terça-feira (9), três policiais que trabalhavam na unidade de polícia Wilson Franco, em Machala, no Equador, foram sequestrados. Mais um agente também foi sequestrado enquanto trabalhava em outra unidade, em Quito.
Noboa tomou posse em novembro do ano passado, após o então presidente Guillermo Lasso dissolver a Assembleia Nacional, em maio, depois de um processo de impeachment. O pleito que elegeu Noboa deveria ter sido realizado em 2025, mas foi antecipado.