Em entrevista à Reuters, a especialista diz que a ONU chegou à essa conclusão pois o ativista político e advogado foi morto na prisão ou morreu devido às condições de detenção que equivaliam à tortura.
“Portanto, o governo russo é responsável, de uma forma ou de outra, por sua morte”, disse Mariana Katzarova, em um evento sobre prisioneiros políticos russos na ONU, em Genebra, na Suíça.
Na conversa, Katzarova também afirmou estar “muito preocupada” com a situação de outros detentos na Rússia. Segundo a especialista, o destino dos priosioneiros pode ser o mesmo de Navalny.
“Desde a morte de Alexei Navalny, não passa um dia sem que eu me pergunte: quem é o próximo Navalny?”, disse ela. “E haverá um próximo Navalny, com certeza, com esse nível de repressão”, acrescentou.
Para o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Cameron, Putin “tentou silenciar” a oposição, mas “o mundo está a observar” Moscou e o funeral em andamento de Navalny.
De acordo com o porta-voz do Serviço de Ação Externa da UE (União Europeia), Peter Stano, “há vários indícios da atuação do Kremlin relativamente à violação dos direitos humanos, basta olhar para a repressão implementada após a morte” do opositor.
Apesar das acusações, o governo russo negou o envolvimento do Estado em sua morte.