Connect with us

Agronegócio

Estado deve ter o 3º maior crescimento do PIB em 2025, puxado pelo agro

Publicado

em

Rondônia deve assumir um lugar de destaque na economia nacional em 2025. Projeções divulgadas por consultorias e instituições que acompanham o PIB estadual indicam que o Estado deve crescer 5,3% no próximo ano — o terceiro melhor desempenho do país, atrás apenas de Mato Grosso e Tocantins. Para analistas, o resultado reflete um ambiente interno mais competitivo, no qual o agronegócio sustenta a expansão e empurra para cima setores como comércio, serviços e logística.

O desempenho do mercado de trabalho é um dos motores desse avanço. Com a segunda menor taxa de desemprego do Brasil, Rondônia vem se consolidando como um polo de oportunidades, tanto para quem depende diretamente da produção agropecuária quanto para as atividades derivadas. O campo continua em alta: café e cacau seguem ganhando mercado, o tambaqui fortalece a aquicultura local e a carne bovina registra embarques recordes. O bom momento no front exportador cria renda, amplia a circulação de capital e estimula investimentos privados.

O governo estadual também tenta reforçar esse ciclo ao apoiar cadeias consideradas estratégicas. Entre os projetos mais recentes está o Plano de Desenvolvimento do Turismo de Pesca Esportiva, lançado neste ano pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) em parceria com a Superintendência Estadual de Turismo (Setur). A iniciativa é tratada como uma nova fronteira econômica — uma atividade que movimenta guias, barqueiros, empreendedores ribeirinhos, agências, hotéis e restaurantes, criando mais fontes de renda e ampliando a presença de visitantes no interior.

Para a Sedec, o conjunto de políticas públicas tem sido decisivo para manter Rondônia no radar dos Estados que mais crescem. O titular da pasta, Lauro Fernandes, afirma que a estratégia é combinar produtividade no campo, estímulo a negócios e qualificação profissional. “Rondônia virou um território atrativo para investir. A economia funciona porque há emprego, competitividade e um governo que busca destravar projetos. Isso tem impacto direto na vida da população”, disse.

Esses fatores ajudam a explicar a colocação de Rondônia no ranking das projeções do PIB de 2025, onde Estados do Centro-Oeste e do Norte voltam a liderar a expansão econômica do país:

Ranking dos Estados com maior projeção de crescimento do PIB em 2025
1º — Mato Grosso: 6,4%
2º — Tocantins: 5,7%
3º — Rondônia: 5,3%
4º — Mato Grosso do Sul: 4,8%
5º — Roraima: 4,3%
6º — Pará: 3,7%
7º — Acre: 3,5%
7º — Maranhão: 3,5%
9º — Goiás: 3,4%
10º — Espírito Santo: 3,2%
10º — Paraná: 3,2%
12º — Amapá: 2,9%
13º — Bahia: 2,8%
14º — Paraíba: 2,7%
15º — Santa Catarina: 2,4%
15º — Piauí: 2,4%
17º — Distrito Federal: 2,2%
18º — Rio de Janeiro: 1,8%
18º — São Paulo: 1,8%
18º — Ceará: 1,8%
21º — Amazonas: 1,6%
22º — Sergipe: 1,5%
23º — Rio Grande do Norte: 1,4%
24º — Alagoas: 0,6%
25º — Rio Grande do Sul: 0,3%
26º — Pernambuco: 0,2%

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo

Agronegócio

Alta do diesel corrói margem no campo e pode custar até R$ 14 bilhões ao agronegócio

Publicado

em

Por

A disparada de mais de 23% no preço do diesel em pouco mais de um mês já impacta diretamente o custo de produção no campo. Levantamento do Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, indica que a cana-de-açúcar já registra aumento de R$ 355 por hectare — o maior entre as principais culturas. No agregado, o impacto sobre o agronegócio brasileiro soma R$ 7,2 bilhões e pode ultrapassar R$ 14 bilhões se o combustível mantiver a trajetória de alta ao longo de 2026.

O efeito é mais intenso na cana por uma razão operacional: trata-se de uma atividade altamente mecanizada e contínua. Do corte ao transporte até a usina, todas as etapas dependem de máquinas pesadas movidas a diesel, e a colheita se estende por meses. Esse padrão amplia o consumo de combustível por área e torna a cultura mais sensível a variações de preço.

A diferença em relação a outras lavouras é significativa. Na soja, o aumento de custo varia entre R$ 42 e R$ 48 por hectare, enquanto no milho fica entre R$ 40 e R$ 75. O arroz aparece na sequência, com elevação de R$ 203 por hectare, influenciado pelo uso de irrigação. Ainda assim, nenhuma cultura apresenta o mesmo nível de exposição ao diesel que a cana.

Com o litro do combustível na casa de R$ 7,50 em abril, o impacto já se espalha por toda a cadeia produtiva. O encarecimento atinge desde o preparo do solo até o frete, pressionando o custo de grãos, açúcar, etanol e outros alimentos. Na prática, parte dessa alta tende a ser repassada ao mercado, reduzindo margem no campo e elevando preços ao consumidor.

Sem alternativas viáveis no curto prazo — como eletrificação de máquinas ou substituição em larga escala por biocombustíveis —, o produtor fica entre absorver o aumento ou reajustar preços. Caso a alta persista, o diesel deve se consolidar como um dos principais fatores de risco para o planejamento da safra 2026, influenciando decisões de investimento, área plantada e uso de tecnologia no campo.

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora