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MATO GROSSO

“Estamos com força total em campo para combater o desmatamento ilegal”, afirma secretária de Meio Ambiente

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A secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, destacou que o Estado fechou o cerco contra o desmatamento ilegal, com 200 profissionais em campo, com a deflagração da Operação Amazônia nesta semana. A fiscalização foi intensificada, principalmente nos municípios que mais desmatam ilegalmente e que representaram 50% do total devastado em 2022.

“Nossas equipes estão em campo e com força total para combater o desmatamento ilegal. O governo não mede esforços para dar uma resposta rápida e colocamos os servidores em operação para atuar diretamente nas áreas com mais pressão por desmate. A conservação das nossas florestas e apoiar quem promove a atividade produtiva legal são prioridades”, afirmou.

São 33 equipes vistoriando as áreas para impedir e punir os responsáveis pelos crimes ambientais, incluindo garimpos ilegais, destruição de áreas protegidas e extração de recursos florestais de forma ilegal.

Segundo a secretária, esse trabalho estratégico empregado pelo Governo de Mato Grosso tem sido destaque no país.

“A nossa força-tarefa é referência nacional, porque nenhum outro Estado integra tantos órgãos de forma coordenada como Mato Grosso, para um combate efetivo aos crimes ambientais, com a participação inclusive dos Ministérios Públicos. Esta ação é estratégica e tem dado resultados práticos para o Estado. No último ano, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou uma redução de 13% no desmatamento geral no estado”, ressaltou.
A secretária explicou ainda que os investimentos feitos nos últimos anos, que somam mais de R$ 180 milhões, são cumulativos.

“Todas as aquisições se somam ano a ano para que cada dia mais tenhamos insumos e capacidade técnica para aumentar a nossa presença e autuar todas as mudanças de vegetação, seja ela o desmate ilegal, uso do fogo ou garimpos ilegais. Um exemplo disso é que temos desde o ano passado um helicóptero de R$ 21 milhões de uso exclusivo em operações de meio ambiente”, pontuou Mauren.

Operação Amazônia

A operação foi lançada na terça-feira (07.03), com a entrega para as forças de segurança e equipes da Sema de 13 novos veículos 4×4 com guincho e telefones via satélite, que permitem a comunicação em locais remotos onde não há antena para sinal telefônico e internet.

Fonte: GOV MT

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1 Comment

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MATO GROSSO

Idoso garante na Justiça continuidade de tratamento oftalmológico

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Clínica oftalmológica deverá manter e custear integralmente tratamento de idoso após agravamento de problema ocular.
  • A decisão garante continuidade da assistência médica mesmo sem perícia conclusiva sobre responsabilidade.

Um idoso de 84 anos conseguiu manter decisão que obriga uma clínica oftalmológica a custear integralmente seu tratamento ocular, incluindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e medicamentos prescritos, após mudança no quadro clínico que tornou inadequada a cirurgia inicialmente determinada. A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso da empresa e confirmou a tutela de urgência.

O paciente ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de indenização por danos morais e materiais. Inicialmente, havia sido determinada a realização de cirurgia de vitrectomia para retirada de substância ocular. Contudo, com a evolução do quadro e a realização do procedimento, a medida perdeu o objeto. Diante disso, o juízo de origem adequou a tutela para garantir a continuidade do tratamento clínico voltado à recuperação da córnea e à preservação da visão do olho direito.

A clínica recorreu, sustentando que a nova decisão impôs obrigação ampla e contínua de custeio sem delimitação técnica ou temporal, bem como sem realização prévia de perícia médica para comprovar eventual nexo causal entre sua conduta e o atual problema. Alegou ainda que o comprometimento visual teria relação com cirurgia anterior realizada em outra unidade de saúde e que parte do atendimento vinha sendo viabilizada pelo Sistema Único de Saúde.

Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, destacou que a decisão questionada apenas ajustou a tutela de urgência à realidade clínica superveniente, conforme autoriza o artigo 296 do Código de Processo Civil. Ressaltou que, nesta fase processual, não se discute de forma definitiva a existência de erro médico ou responsabilidade civil, matérias que dependem de instrução probatória mais aprofundada, inclusive eventual perícia.

Segundo o entendimento adotado, a ausência de laudo conclusivo não impede a adoção de providências emergenciais quando há risco de agravamento da saúde, especialmente em se tratando de paciente idoso e com quadro ocular sensível. A manutenção do tratamento foi considerada medida reversível e necessária para evitar possível piora da visão.

O colegiado também afastou o argumento de que a clínica não poderia ser obrigada a fornecer medicamentos por não possuir farmácia própria. A decisão permite, alternativamente, o depósito judicial do valor correspondente para que o paciente adquira os colírios e demais remédios prescritos.

Em relação à multa diária, foi mantida a fixação de R$ 200 por dia em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil. Para a relatora, o valor é proporcional e adequado para assegurar o cumprimento da ordem.

Processo nº 1007607-59.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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