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MATO GROSSO

Estão abertas as inscrições para 18ª Olimpíada Brasileira de Matemática

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Estão abertas as inscrições da 18ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Poderão participar estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio matriculados na Rede Estadual de Ensino. O evento é realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

A inscrição deve ser feita pela escola onde o aluno interessado estuda. Neste ano, a novidade é o aumento no número de premiações na Olimpíada. Além de 8,4 mil medalhas de ouro, prata e bronze oferecidas em nível nacional, também serão distribuídas, pelo menos, outras 20,5 mil medalhas regionais.

O objetivo é levar o interesse pela matemática para muitos jovens de uma forma atraente. Com a etapa regional, que acontecerá pela primeira vez, os organizadores apostam em um estímulo ainda maior entre os estudantes.

Além da olimpíada tradicional, desde o ano passado o Impa também realiza a olimpíada mirim, que envolve estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, abrindo uma oportunidade para o crescimento pessoal dos participantes.

Como se inscrever

Para fazer a inscrição da escola, basta acessar o site oficial do evento, clicar no banner “Inscrições abertas para a 18ª OBMEP”, inserir o código INEP da escola e preencher os seis passos da inscrição.

No regulamento, os representantes das escolas encontrarão todas as informações sobre condições, prazos, datas e regras previstas para participação na OBMEP.

A olimpíada ocorre em duas fases, sendo a primeira composta por uma prova objetiva de 20 questões e a segunda por uma prova discursiva de 6 questões. A 1ª fase da OBMEP será realizada em 30 de maio e os classificados para a próxima etapa realizarão a prova da 2ª fase em 7 de outubro.

A divulgação dos aprovados para a segunda etapa será feita em 2 de agosto e a divulgação dos premiados em 20 de dezembro.

 Saiba mais

 Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com a OBMEP pelo e-mail contato@obmep.org.br ou por telefone (21) 2529-5084.

Clique aqui para acessar o regulamento.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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