Segundo a última pesquisa eleitoral, da ORC Consultores, realizada em julho, Maduro não iria se reeleger. Edmundo González aparecia com 59,68% das intenções de voto, enquanto o atual líder venezuelano ocupava o segundo lugar, com 14,64%.
No entanto, após 80% das urnas verificadas, o CNE disse que Maduro saiu vitorioso com 51,2% dos votos, somando 5.150.092 votos. O principal adversário, González, teve 44,2%, totalizando 4.445.978 votos.
Após o resultado, a oposição contestou a vitória de Maduro, alegando que González obteve 70% dos votos.
“Neste momento, temos mais de 40% das atas. Vou dizer algo a vocês: 100% das atas que transmitiu o CNE, nós as temos. Não sei de onde saíram as outras”, disse a líder opositora. “Todas as que transmitiram, a gente as tem. E toda essa informação coincide. Sabe no quê? Em que Edmundo González Urrutia obteve 70% dos votos desta eleição, e Nicolás Maduro, 30% dos votos”, disse a líder oposicionista María Corina Machado.
Veja a lista de países e autoridades que questionaram
Argentina – Javier Milei, presidente;
Chile – Gabriel Boric, presidente;
Colômbia – Luis Gilberto Murillo, ministro das Relações Exteriores;
Espanha – José Manuel Albares, ministro das Relações Exteriores;
Estados Unidos – Antony Blinken, secretário de Estado;
Peru – Javier Gonzalez-Olaecha, ministro das Relações Exteriores;
Veja lista das autoridades que parabenizaram Maduro
Bolívia – presidente Luis Arce;
China – Ministério das Relações Exteriores;
Cuba – presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez;
Honduras – presidente Xiomara Castro;
Nicarágua – presidente Daniel Ortega;
Rússia – presidente Vladimir Putin.
O Brasil ainda não reconheceu a vitória de Maduro. O governo brasileiro solicitou à missão da ONU e ao Carter Center, recebidos na condição de observadores na Venezuela, que verifiquem a contestação do resultado.