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Evangélicos e pesquisadores buscam reduzir desinformação em periferias

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Duzentos metros separam uma igreja evangélica (Assembleia de Deus) e um espaço que se tornou também referência na comunidade do Córrego do Sargento, na zona norte no Recife. São evangélicos os criadores e a maioria dos participantes do Coletivo Sargento Perifa, entidade que trabalha a comunicação contra a desinformação no lugar, com site de notícias, redes sociais e outras ações concretas. Sensibilizados pelas vulnerabilidades, como falta de escola ou posto de saúde, e também pelas mentiras que subiam o morro, os integrantes do coletivo descobriram que era necessária união da comunidade, que tem cerca de 250 famílias.

Um dos criadores do coletivo, o jovem jornalista Gilberto da Silva, de 24 anos de idade, nasceu e foi criado na comunidade. Cresceu também frequentando a igreja junto com a família, tanto que colaborava na comunicação dos religiosos. Foi fazer jornalismo para contar a história do lugar simples “que ama”.

Durante a faculdade, ficava incomodado com o teor de programas sensacionalistas que divulgavam o Córrego do Sargento apenas como um lugar de violência ou crimes. “Há sim problemas sociais, mas também tem outras histórias diferentes na comunidade”.

O coletivo conta atualmente com 70 integrantes. Já foram mais de 50 matérias, além das mais de 1.000 postagens em redes sociais.

Ele classifica como desinformação o processo de criminalização da periferia. Havia, pois, muito a comunicar. O auge desse incômodo foi durante a pandemia da covid-19, quando mensagens negacionistas rodavam a comunidade, como ataques à vacinação.

“Quando chegávamos em nossa comunidade, todo mundo estava sem máscara como se não tivesse pandemia. A comunicação foi e tem sido uma articuladora para que outros projetos de comunidade possam surgir”, disse. Como é o caso do trabalho em saúde.

De casa em casa

27/10/2023, Religiosos e pesquisadores buscam reduzir desinformação em periferias. Sargento Perifa. Foto: Coletivo Sargento Perifa 27/10/2023, Religiosos e pesquisadores buscam reduzir desinformação em periferias. Sargento Perifa. Foto: Coletivo Sargento Perifa

Religiosos e pesquisadores buscam reduzir desinformação em periferias – Foto: Coletivo Sargento Perifa

Uma das moradoras voluntárias do coletivo é a enfermeira Joselma Carvalho, de 52 anos de idade. Ela presta atendimento dentro da comunidade e auxilia os moradores para tirar dúvidas. “Desde que era técnica de enfermagem, procuro passar informações corretas e orientar os moradores para atendimento”, disse a profissional de saúde.

Gilberto Silva lembra que a desinformação, que estava “correndo solta” durante a pandemia, foi a motivação para criar um conselho de comunicação comunitária para se defenderem. “Os próprios moradores se chamam de sargentinos, tal é a identificação que a comunidade tem com o lugar em que moram”, disse. Para o coletivo organizar as ações, realiza, independentemente do IBGE, um censo para buscar informações sobre a comunidade.

Também é criadora do coletivo a jornalista Marthiene Oliveira, de 33 anos de idade, que nasceu no bairro da Linha do Tiro, onde está a comunidade do Córrego do Sargento. Ela acrescenta que o levantamento busca ouvir os moradores sobre as principais dúvidas do dia a dia, incluindo as vulnerabilidades. Ela avalia que a igreja também tem um papel muito importante para a comunidade. “A igreja é um ponto de encontro, de fé e de reunião da nossa comunidade”.

Pelo coletivo e na igreja, conversam sobre os principais desafios da comunidade, como infraestrutura urbana e educação. “Como a gente está falando de favela, a gente precisa de letramento racial. Havia pessoas que não se enxergavam como pretas, vendo como se fosse algo negativo. A comunidade é preta, 90% pelo menos”. A jornalista comunitária entende que a desinformação é um desafio permanente que precisa ser enfrentado.

Vítimas

Outro enfrentamento à desinformação é realizado pelo Coletivo Bereia, no Rio de Janeiro. O projeto nasceu das pesquisas realizadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a partir de 2016, quando se observava a circulação de desinformação em ambientes religiosos, especificamente cristãos e evangélicos, na área da saúde. O coletivo conta com 17 voluntários e produz cerca de 12 reportagens por mês.

“Com a pesquisa, nós ficamos muito surpreendidos com os resultados com um alto número de circulação de conteúdo falso, enganoso, em grupos religiosos. E ficamos alarmados”, disse a editora geral Magali Cunha. Ela é doutora em Ciências da Comunicação e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (Iser).

A partir disso, pesquisadores em jornalismo resolveram criar o projeto, que inspirado em agências de checagem no Brasil, buscaram se dedicar especificamente à circulação em grupos de igrejas. O Bereia foi criado em 2019 com trabalho voluntário.

“O trabalho é feito com um respeito muito grande, justamente identificando que os grupos religiosos são os maiores alvos da desinformação que circula com mais intensidade. Buscamos fazer prestação de serviço a esses grupos, para que eles possam perceber como se tornam alvos da indústria da desinformação”, explica a editora e pesquisadora.

Templo sem desinformação

De outra forma, a pesquisadora em teologia e pastora Wall Moraes, de 65 anos de idade, de Brasília, tem atuado também para reduzir os processos de desinformação. Ela fez parte da criação do programa Superando a História Única que tem por objetivo dar visibilidade social a pastoras e pastores com olhar afirmativo e inclusivo. “Esse programa foi fundamental porque nós recebemos vários retornos de protestantes progressistas que estavam em regiões onde estavam sendo atacados por suas visões”.

27/10/2023, Religiosos e pesquisadores buscam reduzir desinformação em periferias. Sargento Perifa. Foto: Coletivo Sargento Perifa 27/10/2023, Religiosos e pesquisadores buscam reduzir desinformação em periferias. Sargento Perifa. Foto: Coletivo Sargento Perifa

Religiosos e pesquisadores buscam reduzir desinformação em periferias- Foto: Coletivo Sargento Perifa

Para ela, o principal desafio pós-pandemia é orientar para o fato que os púlpitos de organizações religiosas não sejam utilizados com viés político-partidário e também que espalhem desinformações, levando em conta que pesquisas mostram que pessoas pretas de periferia são mais afetados e por isso precisam não serem vítimas de mentiras que circulam.

A pesquisadora adianta que um grupo inter-religioso, do qual ela faz parte, está elaborando uma cartilha de orientação a membros de qualquer igreja. Esse material abordará temas como a tolerância religiosa e a conduta para buscar informações de qualidade. A previsão é que o lançamento seja no dia 30 de novembro.

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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