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Agronegócio

Exportação de carne bovina supera 237 mil toneladas

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As exportações de carne bovina atingiram 237,1 mil toneladas até a quinta semana de julho de 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (06.08) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Este é o maior volume já registrado na série histórica, superando o recorde anterior de maio de 2024, quando foram exportadas 211,9 mil toneladas.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento significativo de 47,6% no volume exportado em julho de 2024, em relação às 160,7 mil toneladas exportadas em julho de 2023. No comparativo mensal, o volume de julho de 2024 foi 21,33% superior ao de junho de 2024, quando foram embarcadas 195,5 mil toneladas.

A média diária de exportação até a quinta semana de julho de 2024 foi de 10,3 mil toneladas, o que representa um crescimento de 35,53% em relação às 7,6 mil toneladas diárias exportadas em julho do ano passado. Em comparação com junho de 2024, houve um aumento de 7,29%, já que a média diária em junho foi de 9,6 mil toneladas.

Apesar do recorde no volume exportado, o preço médio da carne bovina caiu para US$ 4.408 por tonelada até a quinta semana de julho de 2024, uma redução de 7,00% em relação ao preço médio de US$ 4.740 por tonelada registrado no mesmo mês de 2023.

O valor total negociado para o produto na quinta semana de julho de 2024 foi de US$ 1.046,098 milhões, comparado aos US$ 762,267 milhões do ano anterior. A média diária de receita foi de US$ 45,482 milhões, marcando um avanço de 37,2% em relação aos US$ 36,298 milhões diários registrados em julho de 2023.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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