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Agronegócio

Exportações de café crescem 9,8% em maio; Brasil deve colher 58,81 milhões de sacas

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A Organização Internacional do Café (OIC) informou nesta quarta-feira (03.07) que as exportações globais de café continuam a mostrar um crescimento sólido em 2024. Em maio deste ano, o volume exportado atingiu 11,78 milhões de sacas de 60 quilos, marcando um aumento de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Este incremento faz parte de uma tendência positiva que se estende ao longo da safra 2023/24, com um total de 92,73 milhões de sacas exportadas nos primeiros oito meses. Esse número representa um crescimento de 10,9% comparado ao ciclo anterior, que registrou 83,60 milhões de sacas no mesmo período.

No contexto brasileiro, os produtores estão projetando uma colheita de 58,81 milhões de sacas beneficiadas para a atual temporada. Caso se confirme, será o terceiro ano consecutivo de aumento no volume total colhido. Em comparação com o ano anterior, o crescimento é de 6,8%, e em relação a 2022, um ano de bienalidade positiva mas com baixas produtividades devido a condições climáticas adversas, o incremento alcança 15,5%.

A área total dedicada à cafeicultura no Brasil em 2024, abrangendo as espécies arábica e conilon, totaliza 2,25 milhões de hectares, um aumento de 0,5% em relação à safra anterior. Destes, 1,9 milhão de hectares estão em produção, apresentando um crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior, enquanto 344,61 mil hectares estão em formação, registrando uma redução de 4,7% comparado ao mesmo período.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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