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POLÍCIA

Força-Tarefa cumpre 12 mandados de prisão contra integrantes de facções criminosas em MT

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A Força-Tarefa de Segurança Pública (FTSP-MT) deflagrou a 2ª fase da Operação Dissidência, nesta quarta-feira (08.03), para o cumprimento 12 mandados de prisão nos municípios de Sorriso, Sinop, Peixoto de Azevedo e Cuiabá, expedidos pela 7ª Vara Criminal da Capital. A Força-Tarefa é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar.

Os investigados presos nesta segunda fase respondem por crimes como integrar organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas. 

Durante as investigações, foi identificado que na região centro-norte de Mato Grosso estava ocorrendo uma guerra entre duas facções rivais, o que elevou, de forma considerável, o número de homicídios na região, causando pânico aos moradores.

A 2a fase da operação contou com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso, 12º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso, da Agência Regional de Inteligência do 3° Comando Regional, Grupo de Apoio do 11° Batalhão da Polícia Militar de Sinop, da Polícia Rodoviária Federal em Sorriso e Delegacia de Polícia Federal de Sinop.

1a fase

Em uma ação conjunta entre as forças de segurança, foi deflagrada em 18 de agosto do ano passado, a 1ª fase da Operação Dissidência, que cumpriu 70 mandados de prisão e de busca e apreensão.

Com o material apreendido durante as diligências, outros integrantes que atuavam diretamente nos crimes praticados pelos grupos criminosos, em especial tráfico de drogas e homicídio, foram indiciados e as prisões representadas pela FTSP/MT. Em decorrência do inquérito policial, 36 pessoas se tornaram rés na ação penal, que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, sendo que uma delas será julgada pela 11ª Vara Criminal – Justiça Militar.

A FTSP-MT é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar e tem por objetivo a atuação conjunta e integrada no combate ao crime organizado no estado de Mato Grosso.

Fonte: PJC MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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