Os setores de inteligência das forças de segurança de Mato Grosso desarticularam, nesta segunda-feira (30.12), uma ação criminosa para explodir o muro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Seis criminosos foram presos, sendo três mulheres e três homens, com fuzis, explosivos e drogas, que foram apreendidos.
“A descoberta dessa tentativa de explosão do muro da PCE foi possível graças aos investimentos realizados pelo Governo do Estado e com o programa Tolerância Zero contra o Crime Organizado. As nossas forças de segurança estão atentas a tudo que está acontecendo e os bandidos que tentarem cometer qualquer tipo de crime em Mato Grosso serão presos. Aqui bandido não se cria”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri.
Conforme informações das Inteligências, os criminosos vieram de outro Estado para resgatar membros de uma facção criminosa, que estavam presos na penitenciária.
“Essa é mais uma ação de tolerância zero contra o crime organizado. Estávamos monitorando esse bando e conseguimos impedir a ação criminosa. Uma operação integrada das inteligências das forças de segurança para a manutenção da tranquilidade da população”, afirmou o secretário adjunto de Inteligência da Sesp, delegado Valter Furtado, que participou de toda a ação.
Na ação das forças de segurança, em uma casa, duas mulheres foram presas com 30 quilos de pasta base de cocaína. Em outra casa, um bandido foi preso com fuzil e munições. Já no final da tarde, em outra casa usada pelos criminosos, os policiais encontraram 57 bananas de dinamite, espoletas e cordéis de detonação, e mais dois fuzis com carregadores e munição. Mais dois homens e uma mulher foram presos.
A ação das forças de segurança contou também com agentes da Diretoria de Inteligência, da Gerência de Combate ao Crime Organizado e do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) descartou o risco de interrupção do serviço de atendimento pré-hospitalar na baixada cuiabana e ressaltou a eficiência dos atendimentos após a integração do Corpo de Bombeiros com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com o promotor Milton Mattos, da 7ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, desde que foi formalizada a parceria entre as instituições, em junho de 2025, a equipe de atendimento pré-hospitalar na baixada cuiabana mais do que dobrou, o que também possibilitou um aumento no número de atendimentos em cerca de 30%.
“Soma-se a isso a realização de processos seletivos no âmbito da corporação voltados ao reforço das equipes atuantes nesse tipo de atendimento, o que evidencia a adoção de medidas concretas para assegurar a suficiência da força de trabalho e a continuidade da assistência à população”, acrescentou o promotor.
O Ministério Público ressaltou que o Corpo de Bombeiros tem estruturado suas equipes para reforçar o atendimento à população, garantindo equipes devidamente treinadas e ambulâncias equipadas para o serviço de urgência.
Destacou, ainda, que “a atuação conjunta não se dá em caráter improvisado ou substitutivo precário, mas sim a partir de base institucional já consolidada, fator que contribui para a estabilidade e a confiabilidade do serviço prestado”, observando a competência técnica dos bombeiros militares para o atendimento à população.
O Ministério Público concluiu que a reorganização do sistema, integrando o Corpo de Bombeiros, não só garantiu a continuidade da assistência com qualidade técnica e segurança para os usuários, mas possibilitou a ampliação da área de cobertura, levando à melhoria de indicadores como o tempo-resposta, que diminuiu em 36%.
A redução no tempo-resposta significa que as ambulâncias estão levando menos tempo para chegar até quem precisa de socorro, o que é decisivo para salvar vidas em situações críticas, e demonstra a eficiência da parceria.
“Os dados apresentados indicam, nesse contexto, não apenas a preservação do atendimento pré-hospitalar móvel, mas o aprimoramento de sua execução com incremento da cobertura e melhoria dos indicadores de desempenho, especialmente no que se refere ao tempo-resposta e à eficiência no atendimento das ocorrências,”, finalizou o promotor.