Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, retorna ao Oriente Médio, nesta quarta-feira (20), para pressionar por um acordo de libertação dos reféns detidos pelo Hamas e pela pausa temporária nos combates na Faixa de Gaza.
Esta é a sexta vez que o principal diplomata de Joe Biden vai à região desde o início do conflito entre Israel e Hamas.
Em comunicado, o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, afirmou que Blinken vai se reunir com líderes sauditas na capital Jidá e líderes egípcios no Cairo para analisar as negociações mediadas pelo Egito e Catar sobre um acordo, assim como esforços para levar mais ajuda humanitária a Gaza.
A previsão é que as conversas sobre um cessar-fogo sejam retomadas ainda nesta semana no Catar.
O diplomata afirmou, também, que pretende prosseguir com reuniões sobre acordos para governança, segurança e desenvolvimento de Gaza após o fim da guerra.
“Temos trabalhado muito desde janeiro, especialmente com os nossos parceiros árabes, e iremos prosseguir essas conversas, bem como discutir qual é a arquitetura certa para uma paz regional duradoura”, disse Blinken.
Não há programação para uma visita de Blinken à Israel nesta viagem, apesar das múltiplas visitas ao aliado dos EUA em suas viagens regionais anteriores.
Um dos motivos para Israel ficar de fora é a crescente tensão entre a administração de Joe Biden e o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Na última terça (12), Netanyahu rejeitou o apelo de Biden para cancelar uma ofensiva na cidade de Rafah, no sul de Gaza, onde mais de 1,5 milhão de palestinos estão abrigados.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.