O general boliviano Gary Prado Salmón, que capturou Ernesto “Che” Guevara em 1967, morreu neste último sábado (6), na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, aos 84 anos. O notícia foi dada nas redes sociais pelo filho do militar, Gary Prado Araúz. Salmón enfrentava complicações de saúde e estava hospitalizado desde abril.
“O Senhor acaba de chamar meu pai para o seu Reino. Partiu acompanhado de sua esposa e filhos. Nos deixa um legado de amor, honestidade e temperamento. Era uma pessoa extraordinária. Obrigado a todos que nos apoiaram neste tempo de sua agonia. Deus os abençoe”, escreveu o advogado.
Prado Salmón comandou a patrulha que capturou o revolucionário argentino no sudoeste da Bolívia, em 8 de outubro de 1967. Che Guevara foi encontrado ferido e, um dia depois da captura, foi executado pelo Exército boliviano. O guerrilheiro comandava um grupo militar que tentava repetir a experiência da Revolução Cubana (1959) no território boliviano.
O Congresso boliviano nomeou Gary Prado Salmón herói nacional. Em 1981, ele ficou de cadeiras de rodas após um tiro acidental ter atingido sua coluna. Em 1988, o general se aposentou da carreira militar.
O militar que capturou Che Guevara, Gary Prado Salmón, morreu hoje aos 84 anos. Sobre a prisão de Che Guevara, ele disse: “No momento da captura, ele era um homem acabado, desmoralizado. Alguns me perguntam o que eu senti quando fiquei frente a frente com Che Guevara. O que eu… pic.twitter.com/zWrvWjfyjA
— Fotografias Históricas (@diletante36) May 7, 2023
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.