A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou sessão especial, nesta segunda-feira (27), com o objetivo de outorgar títulos de cidadão mato-grossense e honrarias. A iniciativa foi do deputado Beto Dois a Um (PSB) e congratulou personalidades que têm se dedicado na construção do estado de Mato Grosso.
“Me lembro de quando recebi meu título de cidadão mato-grossense do então deputado Moacir Pires, ficou gravado na minha memória o reconhecimento. Então, acho que é uma das grandes iniciativas dessa Casa de Leis, tanto as comendas quanto os títulos de cidadão”, lembrou o deputado.
Para Beto Dois a Um, os deputados precisam, cada vez mais, valorizar quem participa da construção do estado. “Temos que mostrar quem está entre nós e quem fez por essa terra, nossa gente. É um momento muito especial, eu não tenho dúvida nenhuma que cada agraciado quando for para casa vai fazer uma reflexão de sua trajetória e sua vida em Mato Grosso”, disse o parlamentar.
“É uma ocasião muito bacana para essas pessoas que merecem. A primeira-dama recebe a homenagem devido aos trabalhos voltados para o social do estado”, disse o deputado.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (união Brasil), foi um dos homenageados recebendo a Comenda Filinto Müller pelos serviços prestados durante os cinco anos de administração pública.
“Para todos os que foram homenageados, é uma honra bastante expressiva receber essa consideração por parte da Assembleia Legislativa e do deputado Beto Dois a Um. Estou muito feliz, porque é o reconhecimento, é fruto de trabalho e dedicação em prol do estado de Mato Grosso em quase cinco anos que estamos à frente da governança”, falou o governador.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
“Minha esposa tem um carinho especial para a área do social. Ela faz um trabalho com muita paixão e sentimento, com isso ela consegue cativar e envolver um número grande na mesma causa. A área social tem um sentido maior porque é colher as pessoas com dificuldades e cuidar dos mais necessitados”, destacou Mauro Mendes, se referindo à homenagem que sua esposa Virgínia Mendes recebeu durante a solenidade: o Prêmio Estadual de Direitos Humanos Padre José Ten Cate.
Para Roberto Raimundo Delmontes, que recebeu a Comenda Dante de Oliveira, a homenagem veio coroar os 40 anos de serviços prestados ao estado.
“Tenho uma relação com o estado de Mato Grosso de cerca de 40 anos, fui empresário local e tenho um carinho muito grande pela gente daqui. Para mim é uma alegria enorme receber essa homenagem do deputado Beto Dois a Um, estou muito feliz por hoje. Gosto muito desse estado e mantenho amizades com várias pessoas em Mato Grosso”, comentou ele.
De acordo com a médica dermatologista Natasha Crepaldi, o título de cidadã mato-grossense significa a consolidação de toda uma história plantada pela sua família em Mato Grosso.
“Recebo esse título com muita alegria, porque o estado de Mato Grosso abraçou toda a minha família. É uma terra próspera de oportunidades em que eu tanto ter sucesso e prosperidade também na minha profissão”, afirmou ela.
O policial penal do município de Sorriso Enilson de Castro Souza ficou emocionado com a homenagem. Ele entende que a homenagem significa o reconhecimento da Assembleia Legislativa para com os cidadãos mato-grossenses.
“Foi uma surpresa muito grande quando recebi o convite para ser agraciado pelo título de cidadão mato-grossense. Estou muito contente, pois é um estado que acolheu minha família há 39 anos desde quando viemos de Imperatriz (MA). Essa homenagem representa o reconhecimento do nosso trabalho para a sociedade, é muito importante fazer parte dessa homenagem”, explica ele.
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.