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MATO GROSSO

Governo de Mato Grosso reconhece escolas que se destacaram em projeto de cidadania e democracia

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Controladoria Geral do Estado e da Secretaria de Estado de Educação, anunciou nesta segunda-feira (01-6) o resultado da edição 2026 do Programa Estudante Cidadão do Futuro. A cerimônia reuniu estudantes, gestores escolares e representantes de instituições parceiras para celebrar os trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto, que promove a cidadania, a participação social e o protagonismo juvenil.

Durante o evento, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a importância da participação dos jovens no fortalecimento da democracia.

“A juventude é um dos maiores valores da democracia. Investir na formação cidadã dos jovens é investir no presente e no futuro do nosso país. Vocês são importantes e precisam ocupar os espaços de participação, compreender como o Estado funciona e contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais consciente e democrática”, afirmou.

O secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, ressaltou que o programa aproxima os estudantes da administração pública e dos instrumentos de participação social, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes, éticos e comprometidos com a sociedade.

“Hoje celebramos uma jornada de aprendizado e transformação. Ser um cidadão do futuro começa agora, nas escolhas que fazemos todos os dias, no respeito ao próximo, na responsabilidade com nossas atitudes e no compromisso com a comunidade”, afirmou.

Representando a Seduc, a secretária-adjunta de Regime de Colaboração, Adriana Tomazoni, enfatizou o protagonismo demonstrado pelos estudantes ao longo do projeto e o alcance social das ações desenvolvidas.

“A Seduc tem trabalhado para fortalecer o protagonismo juvenil, pois os jovens terão papel fundamental na construção do futuro do país. Começamos o programa de forma mais tímida no ano passado, mas já ampliamos a iniciativa nesta edição e queremos avançar ainda mais nos próximos anos. É essencial levar aos estudantes conhecimentos sobre cidadania, participação social e responsabilidade, contribuindo para a formação de futuros gestores e cidadãos mais conscientes”, ressaltou.

Escolas premiadas

Entre aplausos e comemorações, foram anunciadas as três escolas com melhor desempenho na edição deste ano.


A Escola Estadual Professora Elmaz Gattas Monteiro, de Várzea Grande, conquistou o primeiro lugar com uma produção que destacou a importância de garantir que todas as vozes sejam ouvidas no processo democrático, reforçando o papel da participação cidadã na construção da sociedade.


O segundo lugar ficou com a Escola Estadual Pio Machado, de Acorizal, cujo trabalho abordou a importância da regularização do título de eleitor e incentivou os jovens a exercerem seu direito ao voto de forma consciente, sob a mensagem de que “o futuro não é um sonho, é uma escolha”.


Já a Escola Estadual Gustavo Kulmann, de Cuiabá, garantiu a terceira colocação com um trabalho que apresentou orientações sobre o período eleitoral e esclareceu regras, condutas e procedimentos relacionados ao processo de votação e ao exercício da cidadania.

As três unidades escolares obtiveram as maiores pontuações na produção de vídeos com o tema “Jovens em Ação: Voto e Democracia”, abordando assuntos relacionados à participação cidadã, ao processo democrático e ao controle social.

Formação cidadã

Idealizado pela Controladoria Geral do Estado e desenvolvido em parceria com a Seduc, o Programa Estudante Cidadão do Futuro chegou à sua segunda edição com a participação de estudantes do ensino médio de 20 escolas estaduais de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal, Nossa Senhora do Livramento, Jangada e Santo Antônio de Leverger.

Ao longo do projeto, mais de 240 estudantes participaram diretamente das atividades. As ações alcançaram mais de 3 mil alunos, e os vídeos produzidos pelos participantes somaram mais de 378 mil visualizações nas redes sociais.


A programação incluiu palestras, oficinas temáticas, visitas técnicas a órgãos públicos, alistamento eleitoral e atividades voltadas ao fortalecimento da cidadania, da participação social e do controle social.

A iniciativa conta ainda com a parceria das secretarias de Estado de Fazenda, Comunicação e Assistência Social e Cidadania, além do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, da Receita Federal e do Ministério Público de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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