MATO GROSSO
Governo de MT adere ao Pacto Nacional pela Consciência Vacinal para avanço da imunização no Estado
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O pacto tem o objetivo de incentivar uma atuação coordenada e nacional em busca da consciência vacinal e da retomada de índices seguros e homogêneos de cobertura de vacinas em todo o Brasil. A assinatura ocorreu no auditório da Sede das Promotorias de Justiça, em Cuiabá.
Mauro Mendes parabenizou a iniciativa do Ministério Público e pontuou que somente o trabalho conjunto é capaz de auxiliar o país na superação do declínio das coberturas vacinais que vem ocorrendo desde o fim da pandemia pela Covid-19.
“Parece que as pessoas estão esquecendo que só superamos as ondas de casos e mortes durante a pandemia por causa da vacina. É necessário relembrar da importância desse mecanismo tão eficiente que existe há séculos e nos ajuda no combate das doenças. Para isso, a união de esforços entre poder executivo e judiciário na conscientização da imunização é fundamental para que o Brasil e o estado de Mato Grosso tenham melhoras performances de cobertura vacinal”, disse o governador.
De acordo com o Ministério Público do Estado, mais de 40 instituições já aderiram ao pacto nacional, entre unidades do Ministério Público, Estados e Municípios. A iniciativa partiu da preocupação com os baixos índices da cobertura vacinal no Brasil nos últimos anos. Inicialmente, o foco da atuação será a vacinação contra a poliomielite, cujos números estão em queda expressiva.
“O Programa Nacional de Imunização já foi considerado referência internacional e foi protagonista da eliminação e do controle de diversas doenças. É urgente que enfrentemos essa nova realidade com medidas efetivas, a não ser que queiramos voltar a fase das paralisias e doenças graves que acometia as crianças e adolescentes. Para mudar esse cenário, precisamos unir esforços em escala global, nacional e local e garantir a ampla cobertura vacinal”, ressaltou o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Deosdete Cruz.
O procurador-geral também reconheceu as iniciativas em andamento no Estado. “É por isso que louvo inciativas como o Pacto de Consciência Vacinal, como o vacinomêtro, que será lançado, como o Imuniza Mais MT, do Governo Estadual. E não posso deixar de parabenizar a visão sensível da primeira-dama Virginia Mendes, idealizadora do Ser Família. O fato de ela ter associado o cartão de vacina em dia como contrapartida para receber o benefício é muito importante”, acrescentou.
Já o presidente da Comissão de Saúde do Conselho Nacional do Ministério Público, Jayme Martins de Oliveira Neto, classifica o Pacto Nacional como fraterno e coletivo. “Quando estamos pedindo para você cuidar da sua carteira de vacina, do cartão dos seus filhos, dos seus pais e avós, não é só por eles, é por todo mundo. Porque basta uma pessoa não se cuidar que é suficiente para que o vírus volte e se espalhe, adoecendo pessoas e até levando óbito. Então há a necessidade de uma consciência fraterna e coletiva”, defendeu Jayme.
Como forma de apoio à iniciativa do Ministério Público, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) estacionou a carreta do programa Imuniza Mais MT na Sede das Promotorias de Justiça durante a tarde desta sexta-feira (30.06). Foram ofertadas gratuitamente vacinas contra a gripe (Influenza), Covid-19 (bivalente) e meningite para servidores públicos e toda a sociedade.
“A queda das coberturas vacinais traz sérias consequências, principalmente para a área da saúde secundária e da alta complexidade. Doenças que estavam erradicadas têm a possibilidade de voltar em razão dessa falta de procura pelas vacinas. O Governo do Estado está empenhado e criamos há dois anos o Imuniza Mais MT, que premia os municípios com melhores performance de cobertura vacinal. Para nós, esses esforços do poder judiciário convergem com nossas ações”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Além do governador Mauro Mendes e do procurador-geral de Justiça do Estado Deosdete Cruz Junior, assinaram o Pacto Nacional o conselheiro Jayme Martins; o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho; o Conselheiro Antônio Joaquim Moares Rodrigues Neto, representando o presidente do Tribunal de Contas, José Carlos Novelli; e a sub-defensora Pública Federal, Maria Celícia Alves da Cunha, representando a Defensora Pública Geral de Mato Grosso, Luziane Ribeiro de Castro.
Também assinaram o documento a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso, Gisela Cardoso; o procurador Bruno Cunha de Lima, representando o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso, Danilo Nunes Vasconselos; a procuradora Ariella Barbosa Lima, representando a procuradora chefe do Ministério Público Federal de Mato Grosso, Vanessa Marconi; a presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados, a juíza Maria Rose de Meira Borba; e o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público, o promotor de Justiça Mauro Curvo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça
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12 horas atrásem
junho 1, 2026Por
oestenews
Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.
Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.
Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.
Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.
“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.
A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”
Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.
“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.
A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.
“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.
A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.
“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.
Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.
“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.
A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.
“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.
Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.
“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.
Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.
Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.
“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.
Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.
A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.
“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.
Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”
Despedida
A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.
Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.
Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.
A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: imprensa@tjmt.jus.br
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