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Governo de MT antecipa cronograma e projeta conclusão da duplicação da BR-163 em 2026
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O Governo de Mato Grosso vai antecipar o cronograma e entregar a duplicação da BR-163 até dezembro de 2026. Para isso, a Nova Rota do Oeste, empresa que está sob gestão do Estado mato-grossense por meio da MT Participações e Projetos (MT Par), se prepara para construir mais 88 quilômetros de pista na Rodovia dos Imigrantes (BR-070) e de Diamantino a Sinop.
Na avaliação do governador Mauro Mendes, o Estado não tem mais condições de esperar, já que a situação da BR-163 impacta diretamente na vida da população e no desenvolvimento econômico de Mato Grosso.
“A falta de obras nessa rodovia já tirou muitas vidas e travou o crescimento de Mato Grosso por muito tempo. Foi por isso que decidimos criar uma solução inovadora e acelerar essa duplicação, pois é uma questão de urgência. Cada quilômetro entregue é mais segurança para quem circula, mais competitividade para nossa produção e mais desenvolvimento para quem vive aqui”, afirmou o governador.
Atualmente, todas as obras que constam no escopo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para retomada da duplicação, estão contratadas e em andamento. Pelo contrato, a entrega deve ocorrer em oito anos, mas o Governo de Mato Grosso estabeleceu como meta a conclusão dos serviços em 2026.
O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, explicou também que a concessionária trabalha com dois prazos distintos para conclusão dos serviços existentes no contrato de concessão da BR-163 – um atende às obras previstas no TAC, e o outro está relacionado às novas obrigações e investimentos incorporados ao contrato de concessão por meio da Revisão Quinquenal em janeiro de 2025 (saiba mais abaixo).
“O contrato original de concessão da BR-163, que foi repactuado por meio do TAC assinado com a ANTT, prevê a duplicação da Rodovia dos Imigrantes, a BR-070, em Cuiabá e Várzea Grande, e do norte da BR-163, de Diamantino a Sinop. Vamos concluir as obras desses segmentos em 2026, antecipando o prazo previsto no TAC, conforme a meta proposta pelo governador Mauro Mendes”, apontou Uchoa.
As obras de duplicação da BR-163 foram retomadas em 2023, após o Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par, assumir a gestão da concessionária Nova Rota do Oeste. O primeiro contrato para ampliar a capacidade da rodovia foi assinado em julho, três meses após o Estado se tornar responsável pela rodovia.
Em 2024, foram entregues os primeiros 100 km de pista nova. Em 2025, mais 130 quilômetros de rodovia foram entregues, somando 230 quilômetros de segurança e conforto aos motoristas. Dados da Nova Rota demonstram que o número de acidentes com mortes reduziu 95% no primeiro trecho entregue, de Diamantino a Nova Mutum.
Novos investimentos
Com o avanço da duplicação e o cumprimento antecipado das obras existentes no TAC, a ANTT incorporou novas obrigações e investimentos ao contrato de concessão da BR-163, por meio da Revisão Quinquenal, aprovada em janeiro deste ano.
O novo escopo de trabalho contempla a duplicação de mais 101 quilômetros de rodovia, de Várzea Grande a Rosário Oeste. Esta frente de serviço já está em andamento e a conclusão está prevista para dezembro de 2028, mesmo prazo determinado para entrega do contorno viário de Lucas do Rio Verde.
Esse pacote de obrigações inclui ainda a construção da área de escape da Serra de São Vicente e a implantação de conectividade 4G, serviços contratados e em andamento, com prazo de conclusão estabelecido para o próximo ano.
Ainda como parte dos novos investimentos, estão a construção do Trevão de Rondonópolis (em fase de contratação e prazo para término previsto para dezembro de 2027) e do Complexo Viário do Trevo Lagarto, que deve iniciar em 2029, com conclusão estimada para 2030.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça
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11 horas atrásem
junho 1, 2026Por
oestenews
Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.
Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.
Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.
Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.
“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.
A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”
Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.
“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.
A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.
“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.
A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.
“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.
Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.
“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.
A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.
“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.
Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.
“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.
Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.
Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.
“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.
Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.
A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.
“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.
Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”
Despedida
A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.
Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.
Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.
A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: imprensa@tjmt.jus.br
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